quinta-feira, 23 de junho de 2011

Os Gentios e a Lei


Mostrando indisfarçável aversão pela lei divina, alguns citam Romanos 2:14, isolando a expressão “os gentios que não tem lei”, para concluir erroneamente que a lei só fora dada a Israel, e que os gentios não precisam de lei. Ora, a Bíblia diz justamente o contrário, e preferimos crer nela. Em Isaías 56, por exemplo, lemos as grandes promessas feitas por Deus aos gentios que se unissem ao Seu concerto e guardassem o Sábado.
Note-se que o capítulo se refere à dispensação cristã, quando “a salvação está prestes a vir e a justiça a manifestar-se”. Leia Números 15:15. E Gálatas 3:29, afirma que os cristãos são descendentes de Abraão e herdeiros conforme a promessa.
A Escritura também não diz que Deus o é dos gentios? – “E porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente.” (Romanos 3:29). No entanto, esse Deus, reiteradamente é denominado “Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó”. Todas as bênçãos divinas foram transferidas para o gentilismo: o concerto, a lei, o evangelho, tudo, em fim. Somos o Israel espiritual.
Para compreender realmente Romanos 2:14, leiamos o verso 11 ao 16, e veremos que o apóstolo faz interessantes afirmações.
1.ª – Que Deus não faz distinção de homens (pois só tem um padrão de julgamento: a Sua santa Lei. Sejam judeus ou gentios).
2.ª – Que os que pecaram, mesmo não conhecendo a lei, perecerão. Notem bem: perecerão (porque o salário do pecado é a morte). Não se diz que se salvam pela consciência da lei.
3.ª – Que os que pecaram, conhecendo a lei, por ela serão julgados. (Logo, não foi abolida porque será norma de julgamento). Paulo diz isso em sentido genérico, não restrito aos judeus. E os que forem julgados por ela, sendo achados em falta, necessariamente serão condenados, pois a transgrediram.
4.ª – O verso 13 estabelece um cortejo entre os que “ouvem” e os que “praticam” os preceitos divinos. (compare com Tiago 1:22 a 26). E o apóstolo conclui que somente os últimos, os praticantes alcançam a justificação, e isto porque a sua fé os levou a obedecerem ao padrão do Céu.
5.ª – Os versos 14 à 16 em conjunto revelam que ninguém escapa ao julgamento de Deus, que julgará os segredos dos homens. Não escaparão nem mesmo os que não tendo lei, julgam a praticar “as coisas que são da lei” sob o tríplice testemunho do coração, da consciência e do pensamento.
Note-se a que alusão a “gentios” é motivada pelo contraste que Paulo estabelece na impenitência dos judeus. A tese forçada de que a lei não é necessária aos gentios, encontra o seu desmentido especialmente nos versos 12 e 13. É só ler com atenção e entendimento.
Milton C. Wilcox faz judicioso comentário deste assunto, que reproduzimos:
“A lei divina é uma só. O pagão que a tinha, ou supunha tê-la em sua capacidade, certamente julgava-se bem com a consciência mesmo nos tempos em que podia ter uma multidão de esposas. Àquele tempo ele podia praticar outras coisas que as próprias convenções da época não permitiriam – e que a luz da Palavra de Deus sem dúvida condenaria – tal como se deu com Abraão e Jacó. Mas sentiam-se bem com a consciência. A lei escrita em seus corações de início não constituía um conhecimento completo, senão um princípio de agir correto. Assim se expressa Deus em II Crônicas 16:9: “Os olhos do Senhor passam por toda a Terra para mostrar-Se forte com aqueles cujo coração é perfeito para com Ele.” – Milton C. Wilcox, Guestions Answered, pág. 96.
Isto é o que Deus requer – afeição perfeita, perfeito coração. A força “propulsora” do homem é a sua afeição, seu amor, mesmo que seu conhecimento seja pouco.
Mesmo que se manifeste apenas um raio de luz do trono de Deus, este raio de luz domina a sua vida, e o homem que se submete a ele é aceito por Deus. Mesmo tendo um conhecimento parcial da verdade, vive ele de acordo com a luz que possui.
O pagão que tem pequena luz, sem dúvida submete-se a toda luz, quando esta lhe for revelada, e alegremente submeter-se-á aos mandamentos divinos. Para ele é somente questão de revelação para confirmar o que já está no coração. E este amor é abonado pelo Mestre para ‘obediência da lei’.
Porém aquele que tem o conhecimento da Lei de Deus, expressa nos dez mandamentos, e ainda se submete ao pecado, por pequeno que seja, repele a luz. Se persistir nessa prática, será rejeitado por Deus. [veja também em Próximos do Fim: O pecado imperdoável].
Concluir que os gentios não precisam de lei, seria admitir que eles não pecam, não precisam de revelação, não precisam de Deus. E se os gentios que não conheceram a lei, dispensam-na e se julgam pela consciência – como querem alguns – também, pelo mesmo raciocínio, os gentios que não conhecem o evangelho podem dispensá-lo pelas mesmas razões. Por aí se vê a debilidade do argumento.
Nada, absolutamente nada prova que a lei fora dada exclusivamente os judeus, mas o que a Bíblia claramente revela é que Deus de modo especial honrou a Israel fazendo daquele nação Seu povo escolhido e depositário de Sua lei. (Romanos 9:4). Era objetivo de Deus que Israel tornasse conhecida a Sua vontade expressa na lei, a todas as demais nações. Leia ainda Deuteronômio 4:6 a 8; Romanos 3:1 e 2. E quando os gentios aceitaram a religião de Israel, também se sujeitaram à Lei de Deus. (Números 15:15 e 16; Isaías 56:6 a 8).
Deus proferiu Sua lei santa, no monte Sinai, ao seu redor estavam os judeus. Também ao redor de Cristo, no sermão do Monte, só havia judeus… Mas as bênçãos da Lei e do Evangelho se estenderam aos gentios. Graças a Deus, pelo Seu Dom inefável!
Por onde se vê a citação de Romanos 2:14 saiu às avessas, porque Paulo prova justamente o contrário, a validade da lei e sua extensão aos gentios. Dizem que “pregar a lei ao povo remido é um insulto e uma ofensa à igreja de Deus”! Calma, gente. Então que grandes insultadores foram Cristo, Paulo Tiago e João!!! E Wesley, Moody, Barnes, Clarke e outros. E Taylor, que disse ser “uma bênção se cada púlpito trovejasse a voz divina ao Decálogo, porque a lei é o aio que conduz a Cristo”? E os milhões de cristãos obedientes ao divino padrão? – O nosso zelo nos leva afirma: insultadores, na verdade, são os que desprezam a Lei de Deus, pisam os seus preceitos, ou os que negam deliberadamente. Examine-se cada um a si mesmo.
Livre da Lei do Marido.
É comum citarem o começo do capítulo 7 da epístola aos Romanos (o símile da mulher casada e a lei), para concluir desastradamente pela ab-rogação da lei divina. É realmente deplorável que ajam com tal subtileza. É lastimável que cheguem a uma conclusão inteiramente contrária à que o próprio Paulo chegou, conclusão que pode ser encontrada especialmente nos versículos 7, 12, 14 e 22: “porque eu não conhecia a concupiscência se a lei não dissesse: Não cobiçarás… E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom… bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado… consinto que a lei é boa… Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na Lei de Deus.”
Inevitável é admitir que a conclusão paulina é inteiramente a favor da lei, e não contra. É de exaltação ao padrão divino, e não de desprezo. Paulo amava a Lei de Deus. Fazia elogios à ela. Exaltava-a, como bom cristão que era. Vamos estudar o tópico de Romanos 7, sem idéias preconcebidas. O que Paulo está explanando neste capítulo? O mesmo assunto dos capítulos precedentes e subseqüentes: o homem carnal – escravo do pecado – incapaz de salvar-se por si e que deverá encontrar a salvação pela graça de Deus em Cristo Jesus.
Notemos que Paulo estabelece a premissa: “a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo em que vive”. (Romanos 7:1). Na mesma epístola, em vários lugares, ele demonstra que o pecador, por ter transgredido a Lei de Deus, está sob o domínio do pecado. Em outras palavras, nossa velha natureza pecaminosa – que Paulo define como “o homem velho”, exerce domínio sobre nós. Por isso declarou o apóstolo sobre o seu estado anterior: “o que quero, isso não faço, mas o que aborreço isso faço”. (versículo 15). Quis ele dizer que nós, por nós mesmos, não podemos nos livrar do domínio do pecado.
Como nos libertaremos, então, do “velho homem” que nos mantém em sujeição?
Somente pela morte desse “velho homem”, ou seja, pela nossa conversão, porque assim, pela conversão, a nossa velha natureza é crucificada. Leia Romanos 6:6. Mas, não é bastante a morte do “homem velho”; é necessário o nascimento do “novo homem”. (Romanos 6:4)
No caso em tela, Paulo refere-se a esta mudança que se opera no homem, e para ilustrá-la convenientemente, usa o símile de um matrimônio. Nesta comparação, há 4 partes principais: uma mulher, seu primeiro marido, seu segundo marido, e a lei do matrimônio. Leia atentamente Romanos 7: 2 e 3.
A mulher representa aí o pecador, ligada ao primeiro marido, ou seja o “homem velho” com suas paixões e cobiças, ao qual está ligado pela lei: porém não pela lei em si, mas o seu objeto, o que estabelece e aponta: o pecado. E para desfazer qualquer idéia equívoca a esse respeito, Paulo apressa-se em advertir incisivamente: “É a lei pecado? De modo nenhum.” (versículo 7). Enquanto o “homem velho” viver, está ligado à “mulher”, que a ele se sujeita. Se morre o “marido”, então o pecador se livra da condenação da lei, tornando-se um “novo homem”, quer dizer, ligando-se a Cristo, o novo marido.
O primeiro ponto importante, nesta ilustração, é que Paulo não está falando da morte da lei, mas da morte de um marido. E nem haveria objetivo na ilustração, se a lei fosse morta, pois se o fosse, nada haveria que prendesse a esposa a seu marido. E também qualquer referência a adultério seria inadmissível (verso 4). Como haveria a possibilidade de adultério – que é a transgressão de um mandamento da Lei de Deus – se a lei que o capítula fora morta? Meditem bem nisso leitores. Vejam a confusão em que se metem os torcedores do sentido claro das Escrituras.
A lei do matrimônio não fica abolida, pela morte de um marido. A aplicação paulina é a vida do homem que se converte do pecado para a justiça. A primeira parte do verso 4 é claríssima. É só ler com entendimento. Fomos crucificados com Cristo. Seu corpo foi crucificado vicariamente por nós. Toda a exigência condenatória da lei sobre o nosso “homem velho” cessa com a morte de tal “homem”. Assim estamos livre da condenação, e podemos estar casado com Cristo. Então “demos fruto para Deus”.
E ainda se deve considerar o seguinte: se o estar “livre da lei” (verso 6) se refere à morte da lei – como ensinam alguns – então estaria Paulo fazendo horrível confusão na própria analogia do casamento, e contradizendo irremediavelmente as afirmações literais do mesmo contexto. Mas não é assim. Ele fala da morte de um marido, e pela aplicação, refere-se à nossa morte. O verso 4 não diz que a lei está morta, mas nós é que estamos mortos para a lei (pois ela não nos pode mais condenar, em virtude do nosso casamento com Cristo).
A expressão “morremos para aquilo em que estávamos retidos”, claramente refere-se à nossa natureza pecaminosa. O pecado, agindo mediante a nossa natureza corrupta, era o que nos retinha. (versos 24 e 25). E acrescente-se que o original diz “tenho morrido” ou “estando mortos”, o que reforça e esclarece ainda mais o pensamento do apóstolo.
Os eruditos Jamieson, Fausset e Brown assim concluem: “A morte aí referida, como vimos, não é da lei, mas a nossa, e isso mediante a união com o Salvador crucificado.” – Assim entendem os sinceros estudiosos do Livro Santo.
Muitos englobam em “mandamentos” todas as ordens, mandados, admoestações e diretrizes dos apóstolos, confundindo-os com os mandamentos da Lei de Deus.
Não há dúvida que houve “mandamento” de profetas, de Cristo, de Paulo, de Pedro e de outros. Muitos deles restritos ou para serem cumpridos por certos grupos, igrejas ou pessoas sob certas circunstâncias. Mas para o pesquisador sincero, é óbvio que tais “mandamentos” nada têm a ver com o Decálogo, e nivelá-los com a eterna Lei de Deus, denota incompreensão da revelação bíblica.
Nada melhor que o contexto para esclarecer a que se referem os mandamentos. E com espírito despido de conceitos pré-firmados, com simplicidade e dentro da exata contextuação é que podemos ser guiados pelo Espírito na compreensão da Palavra de Deus.
A. B. Christianini, Subtilezas do Erro, 2.ª ed., 1981, pág. 139.
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A Lei e os Profetas Duraram Até…(?)

Os bons e sinceros cristão que militam hoje sob as mais diversas bandeiras denominacionais, ainda que não descobriram a verdade sobre a Lei de Deus em seu esplendor magno, admitem e crêem que ela findou na cruz, estribando-se para isso em Colossenses 2:14 – “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e atirou do meio de nós, cravando-a na cruz.”
Por outro lado, há também os que ensinam que a Lei durou até a posteridade que é Cristo (Gálatas 3:16). E outros, mais afoitos, afirmam que o fim da Lei se deu com o advento de João Batista, e para tanto citam: “A lei e os profetas duraram até João” – Lucas 16:16. Deduzimos daí, lamentavelmente, que os adeptos da abolição da Lei de Deus sequer chegam a um acordo mútuo, uma unidade. Se houve três abolições intercaladas no tempo, qual deve basear-se o crente para firmar sua fé?
A coluna basilar para uns é que foi até João, para outros findou com Jesus. Como é isso? Afinal, quando foi exatamente que a Lei de Deus foi “abolida”, ou “cessou de vigorar”? Porque a premissa lógica é que, “se durou até João, já estava abolida e nada mais teria Jesus que abolir”.
Novamente lembramos, quando quiser descobrir a verdade que o versículo bíblico quer ensinar, não o isole do contexto, nem se sirva dele separadamente, para não comprometer-se a um grande engano. Porque se ensinam que depois de João não houve mais profetas, é uma heresia tal ensinamento e este verso jamais financiou tal afirmativa. Por exemplo:
• Atos 2:17 e 18 – “E nos últimos dias acontecerá diz o Senhor, que do Meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e vossas filhas profetizarão… e também sobre os Meus servos… e profetizarão.”
• Atos 19:6 – “E impondo-lhes as mãos… profetizaram.”
• Atos 21:9 e 10 – “E tinha este quatro filhas donzelas, que profetizavam. E demorando-nos ali… chegou da Judéia um profeta por nome Agabo.”
• I Coríntios 14:29 e 32 – “E falem dois ou três profetas… E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.”
Pela leitura destes textos do Novo Testamento, fica comprovado que depois de João Batista houve profetas, efetivamente. Quanto à existência e permanência da Lei de Deus após João é uma evidente afirmação. Veja: depois de Lucas registrar – “A lei e os profetas duraram até João…”, um moço rico procurou a Jesus com as palavras, conhecidas: “… Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?” (Mateus 19:16). Resposta de Jesus: “Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mateus 19:17).
Estas palavras são do Mestre e ninguém pode negar que estes mandamentos são do Decálogo, porque Jesus definiu dizendo para o jovem: “Não matarás; não cometerás adultério; não furtarás; não dirás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe” (Mateus 19:18 e 19).
→ Aqui entram cristãos com o dedo apontado, afirmando que Jesus cancelou o Sábado porque não o repetiu para o moço rico guardar.
Ξ Então nós respondemos: Se por Jesus ter omitido – “Lembra-te do Sábado para o santificar”, Jesus o cancelou, então o Mestre fez pior, ao omitir a proibição daquilo que é repulsivo para Ele próprio e para Seu Pai, que é a idolatria, admitindo a negação do próprio Deus. Porque Jesus também não recitou para o moço – “Não terás outros deuses diante de Mim; não farás para ti imagens de esculturas.”
→ Agora perguntamos: Por essas omissões tais cristãos deixaram de adorar a Deus? Terão ídolos? Lógico que não! Então porque aceitar uma declaração e negar a outra? É coisa seria entrar na vida eterna, e a condição foi estipulada e estabelecida por Cristo: obediência aos Dez Mandamentos. Se a Lei foi abolida, ou vigorou até João Batista apenas, porque ordenaria Cristo a obediência a esta Lei “abolida”? E têm mais: como poderia estabelecer a guarda dela como norma para entrar na vida eterna, já que Ele “veio para mudar ou abolir”? Considere isso.
Antes de prosseguir, deixe-nos dizer-lhe por que Cristo citou apenas parte dos Dez Mandamentos para o jovem. Jesus estava diante de um israelita guardador do Sábado, como os demais judeus. Para eles este mandamento era o de maior valor, porque eram desamorosos e avarentos. Eram de fato extremosos na guarda do Sábado, porém falhavam abertamente noutros pontos; por isso Jesus focalizou apenas o que negligenciavam. Quanto ao Sábado, estavam certos, é o dia de guarda, não precisaria relembrar-lhes.
Jesus referindo-se aos doutores da Lei, disse: “Observai pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras , porque dizem e não praticam” (Mateus 23:3). Ora, o Mestre sabia que os ensinamentos dos sacerdotes concernentes com à Sua Lei eram certos, apenas praticavam errado, ou seja, guardavam a letra.
Então, como entender o versículo de Lucas 16:16 que menciona: “A Lei e os profetasduraram até João”? Volte ao texto; leia-o. Verifique com cuidado e bastante atenção como está grifada a palavra “duraram”. Observou? Está grifada no texto, isto é, escrita com as letras de forma diferente das demais, um pouco inclinadas. O que isso quer disser? É para chamar a atenção que o tradutor não encontrou no original grego esta palavra, apenas a empregou por considerar a melhor para complementar o sentido do verso. Todas as palavras grifadas, encontradas na Bíblia, não constam do original.
Ξ Agora, leia Mateus 11:13: “Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.” – Agora sim, está clara e explícita a verdade que Jesus queria ensinar.
A “lei e os profetas” formam uma expressão que designa os ensinos do Antigo Testamento (João 1:45), incluindo o Pentateuco e os escritos de todos os profetas, porque “os escritos do Antigo Testamento constituíam o primeiro guia do homem para a salvação. Estes escritos eram tudo que os homens tinham em matéria de revelação. O evangelho veio, não para abolir os escritos antigos, mas para suplementá-los, reforçá-los e confirmá-los.
O evangelho veio, não para ser colocado no lugar do Antigo Testamento, mas em acréscimo a ele.” (Subtilezas do Erro, pág. 97, A. B. Christianini – CPB)
Logo, quis o Mestre dizer que até João Batista todas as Escrituras dos profetas, referentes à Sua primeira vinda contidas nos livros do Antigo Testamento, com o Seu advento, batismo e ministério, enfim as profecias referentes a Sua vinda encontraram cumprimento in-loco.
Até João Batista, a lei e os profetas (escritos do Antigo Testamento) indicavam, através da palavra escrita, dos símbolos e do sistema sacrifical (sombras de Jesus), o tempo em que o reino de Deus seria anunciado, e, de fato, com a pregação do reino, novo tempo raiava. O próprio João Batista afirmava: “… arrependei-vos porque é chegado o Reino dos Céus…” (Mateus 3:2).
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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Páscoa - Qual o verdadeiro significado?

Boa Tarde queridos amigos, mais uma curiosidade me assombrou perto desta data comemorada por muitos de nós, páscoa, chocolate, coelho, etc... mas qual é o significado da pascoa aos olhos de Deus? para um cristão, como deve ser comemorada a páscoa? vamos la então...

A Páscoa pode cair em qualquer domingo entre 22 de Março e 25 de Abril. Tem sido modernamente celebrada com ovos e coelhos de chocolate com muita alegria. O moderno ovo de Páscoa apareceu por volta de 1828, quando a indústria de chocolate começou a desenvolver-se. Ovos gigantescos, super decorados, era a moda das décadas de 1920 e 1930. Porém, o maior ovo e o mais pesado que a história regista, ficou pronto no dia 9 de Abril de 1992. É da Cidade de Vitória na Austrália. Tinha 7 metros e dez centímetros de altura e pesava 4 toneladas e 760 quilos. Mas o que é que tem a ver ovos e coelhos com a morte e ressurreição de Cristo?

A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes porém, o relacionam ao culto da fertilidade celebrado pelos babilônicos e depois transportado para o Egipto. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da Páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. À figura do coelho juntou-se o ovo que é símbolo da própria vida. Embora aparentemente morto, o ovo contém uma vida que surge repentinamente; e este é o sentido para a Páscoa, após a morte, vem a ressurreição e a vida. A Igreja no século XVIII, adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi santificado um uso originalmente pagão, e pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes de sua distribuição aos fiéis.
Em 1215 na Alsácia, França, surgiu a lenda de que um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao principezinho que esta doente. E ainda hoje se tem o hábito de presentear os amigos com ovos, na Páscoa. Não mais ovos de galinha, mas de chocolate. A idéia principal ressurreição, renovação da vida foi perdida de vista, mas os chocolates não, ele continuam sendo supostamente trazidos por um coelhinho...
O Peixe, foi símbolo adotado pelos primeiros cristãos. Em grego, a palavra peixe era um símbolo da confissão da fé, e significava: "Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador." O costume de comer peixe na sexta-feira santa, está associado ao fato de Jesus ter repartido este alimento entre o povo faminto. Assim a tradição de não se comer carne com sangue derramado por Cristo em nosso favor.

Mas vejamos agora, qual é a verdadeira origem da Páscoa?
Não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga porém, foi fatal : a matança dos primogênitos - o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções Divinas, cada família hebréia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro, deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem mortos.

Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebréia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa "passagem" "passar por cima". Esta festa, deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro, apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

A chamada páscoa cristã, foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto rumo a terra prometida, retirando a peregrinação ao Céu, o maná que exemplifica a Eucaristia, e muitos outros ritos, que aos poucos vão desaparecendo.

A maior parte das igreja evangélicas porém, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da páscoa. I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:
Jesus tomou o pão, "e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha."

Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão, indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam, que a expressão "isso é o meu corpo" signifique o pão e o vinho se transformassem realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si próprio dizendo "Eu Sou a porta" (João 10:7), "Eu sou o caminho" (João 14:6) e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece, que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino de Meu Pai." ( Mateus 26:29)

Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a cerimônia da Páscoa, traz muitos significados:

1 - O Lava-Pés, significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com deus, com o nosso próximo e conosco mesmo - união - não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve...

2 - A Ceia significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele. E sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai. (Mateus 26:29)

Conclusão:
Advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos que tentam sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, a mudança do sábado para o domingo, o coelho e o chocolate, são apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo. A Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Minha sugestão é examinar com oração, cuidado e com tempo as Sagradas Escrituras, para saber o que hoje é crendice ou tradição, estando atento, para saber o que realmente deus espera de cada um de nós.

Jesus foi claro "Fazei isto em memória de mim." Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens."

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Estudo Biblico Eventos Finais

Bom dia queridos leitores,
Estou postando aqui uma série maravilhosa que vale muito a pena assistir, 
um abraço à todos e fiquem com Deus!


Estudo 1 de 7
 
Estudo 2 de 7
 
Estudo 3 de 7
 
Estudo 4 de 7
 
Estudo 5 de 7
 
Estudo 6 de 7
 
Estudo 7 de 7
 

Que Deus derrame bençãos sobre você e a sua familia!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Projeto Vida por Vidas

Queridos leitores, neste ultimo dia 14 de Abril ocorreu na cidade de Mineiros do Tiête a primeira campanha de doação de sangue do projecto Vida por Vidas, dirigida pelo nosso querido amigo Josenaldo Duarte Carneiro juntamente com a equipe do hospital Amaral Carvalho, a cidade foi tocada, ao todo cerca de 50 pessoas doaram um pouco de si para salvar uma vida, foi uma bênção de Deus!
Eu aproveitei e fiz a minha primeira doação, nem doeu rsrs, valeu muito a pena saber que com um simples gesto poderei salvar uma vida!

Aproveitando a oportunidade, na cidade de Dois Córregos tanbem ocorrerá uma campanha no dia 28 de Junho, acabei de lançar um blog de minha autoria fresquinho para divulgação:(http://vidaporvidasdoiscorregos.blogspot.com/).


Segue abaixo algumas fotos da campanha ocorrida em Mineiros do Tiête:
Equipe Amaral Carvalho
Cidadãos de Mineiros do Tiête
Voluntários
Josenaldo (Idealizador da campanha)

CATÁSTROFES - DEUS É O RESPONSÁVEL?



Cientes do aquecimento do planeta, das fortes chuvas que ocorrem sempre nesta época do ano - até onde Deus é responsável? Até onde nossa própria irresponsabilidade - individual, e não só governamental - estaria nos levando a estas experiências traumáticas.

A recente catátrofe no Japão, no entanto, é algo inevitável - os terremotos e tsunamis. Por quê Senhor?
A Bíblia alerta a humanidade sobre as catástrofes - antes de profetiza-las sobre os humanos, Deus as antevê e nos alerta permitindo estarmos preparados a elas.
“E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e, na terra, angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas; homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo, porquanto os poderes do céu serão abalados”. Lucas 21: 25 e 26.
Em seu discurso sobre o fim de do mundo Jesus foi específico em falar sobre os sinais da natureza – “expectação das coisas que sobrevirão ao mundo, porquanto os poderes do céu serão abalados” – e é assim que estamos perplexos sobre os acontecimentos que invadem a história final da humanidade.
No original grego 'poderes do céu [ouranos]' se refere ao céu atmosférico, e não Aquele que é a morada do Altíssimo. Nossa atmosfera foi alterada por milênios de descuidada exploração do planeta. O que podemos esperar? Esperamos aquilo que Jesus nos alertou que viria...

Mas Deus não é o protagosnista nesta história de catástrofes.

Em um planeta que ignora a presença divina e segue seu rumo alheio a espiritualidade e caridade, o destruidor (Satanás) sai pelo planeta a fazer sua obra de destruição. Assim como na história de Jó (cap. 1:7 e 12) é o Destruidor que passeia pela Terra e sai para fazer sua obra de destruição – “Então, o SENHOR disse a Satanás: De onde vens? E Satanás respondeu ao SENHOR e disse: De rodear a terra e passear por ela" (v.12).
Nosso Planeta se encontra sob a jurisprudência de um ser maligno e assassino, e as convulsões da natureza são resultados de seu laboratório para destruir a raça humana. Em uma parábola sobre a ação das forças do mal sobre o homem Jesus disse: “O inimigo que o semeou é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos” Mateus 13:39.
As inundações, deslizamentos, intempéries, catástrofes, males, doenças, epidemias e morte são semeadas pelo inimigo – “Um inimigo é quem fez isso” Mateus 13:28.

No Sermão profético de Mateus 24 e Lucas 21, Jesus alertou sobre as catástrofes do últimos dias – “e haverá, em vários lugares, grandes terremotos, e fomes, e pestilências; haverá também coisas espantosas e grandes sinais do céu” Lucas 21:11.
Não é só Jesus que faz seu sermão profético, mas o inimigo tem sua apologia do fim; ao exibir nas telas do cinema cenas de destruição; no filme “O Dia Depois De Amanhã”, cenas das águas arrastando as pessoas eram mostradas por todo o mundo; muitos que foram arrastados pelas enchentes, se divertiram com essas cenas.
“Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” Efésios 6:12.
As ‘hostes espirituais da maldade’ estão furiosas nestes últimos dias, e irão jogar Deus contra os homens; farão as catástrofes parecerem ser a ação divina sobre o homem, e que Deus é um tirano. Mas o próprio Deus declara – “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação” Tiago 1:17. Nosso Deus é um Pai de amor e sua solução é um Planeta livre do pecado e por fim restaurado.
Por outro lado, existe o inimigo, Satanás o destruidor – ‘Ai dos que habitam na terra e no mar! Porque o diabo desceu a vós e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo” Apocalipse 12:12.
Sim, o momento do destruidor é de grande ira! As catástrofes preditas por Jesus, e os sinais do Apocalipse se cumpriram um por um! Mas uma promessa é nos deixada – “E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas” Apocalipse 21:3.
“Assim também vós, quando virdes acontecer essas coisas, sabei que o Reino de Deus está perto” Lucas 21:31.
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PEIXES DE COURO - UMA ANÁLISE MICROBIOLÓGICA

A famosa lista de animais imundos da bíblia, discrimina animais de uma mesma espécie, os peixes de escamas e os de couro, sendo que esta última seria imprópria para o consumo humano.
Em uma época em que a poluição dos mares e rios não existia, em que os esgotos não contaminavam as águas pluviais e marítimas, o que poderia haver nos peixes de couro, para ser imposta a restrição alimentar?

O que é imundo no contexto bíblico?
Esse termo se refere aos animais que são reservatórios naturais de microorganismos patogênicos ou às pessoas com doenças infecciosas que poderiam disseminar moléstias.
Há várias situações em que o termo ´imundo´é determinado a pessoas, objetos ou animais; todos eles com objetivo de evitar a contaminação por microorganismos, ou desenvolver estados infecciosos.

A Flora Microbiana dos Peixes
Cada ser vivo possui microorganismos em diferentes compartimentos biológicos do corpo; são bactérias, parasitas, fungos e vírus que convivem e muitos auxiliam na digestão e absorção dos alimentos (intestino), proteção e digestão (nasofaringe e boca), limpeza e controle de outros microorganismos (pele e cavidades).
Os peixes possuem em sua ´flora´ esta população de microorganismos, e convivem em um mutualismo, onde não há infecções ou doenças. Mas os microorganismos diferem de espécie para espécie, e de gênero para gênero. Os microorganismos comuns aos peixes não são comuns aos humanos.
Em águas frias, os microorganismos dominantes nos peixes são os psicrófilos como as pseudomonas, alteromonas, moraxella, acinetobacter, flavobacterium e vibrio. Em águas quentes, floras gram-positivas mesófilas, tais como Micrococcus e Bacilus. A maioria dessas bactérias é patogênica ao homem, em seu intestino.
As complicações não acontecem com freqüência porque a ingestão do numero de bactérias não é o bastante para causar infecções; mas em peixes que não são processados devidamente, é que ocorrem as complicações intestinais, tóxicas e alérgicas. Na ingestão destes microorganismos e sua toxinas, são provocados pequenos estados inflamatórios, sub-clínicos, ou pequenos estados alérgicos, que nosso organismo debela, mas que vão estressando o organismo.

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Vetores para as Infecções Bacterianas e Virais
Infecções intestinais por bactérias como Salmonella, Shigella, Vibrião da Cólera e outras bactérias entero-patogênicas alcançaram o homem através dos peixes; mas hoje são infecções reincidentes e dimensionadas pela contaminação da água e dos peixes a partir das fezes humanas em esgotos despejados nos rios e mares.
Há ainda as gastroenterites virais que são a causa principal de morbidade e mortalidade em todo os países em desenvolvimento, especialmente em crianças. Mesmo nos EUA 3,5 milhões de episódios anuais da doença e aproximadamente 35% das hospitalizações são por gastroenterite. Rotavírus, adenovírus entéricos, calicivírus, astrovírus , coronavírus estão entre os responsáveis pela diarréia. Os vírus Norwalk e norwalk-símile produzem náusea, vômito e diarréia mais comumente em adultos.
Estatísticas publicadas pela Organização Mundial de Saúde (O.M.S.) constatam que as infecções bacterianas constituem a maioria das doenças transmissíveis pelo pescado.

Os Hábitos dos Peixes de Couro
Os peixes de couro são espécies carnívoras e rapinantes. Seus hábitos são em se alimentar de restos de peixes mortos e do dejeto orgânico do fundo de rios e mares. A sua flora de microorganismos é bem mais rica para poder auxiliar na digestão e limpeza do organismo de toxinas das carcaças em putrefação.
Muitas bactérias destes peixes fabricam substâncias que neutralizam os venenos e toxinas das carcaças podres e dos pântanos e brejos que costumam se alimentar.
Com o agravante da poluição e contaminação dos esgotos, esse tipo de peixe se torna mais impróprio ainda pois sua dieta alimentar pode ser de dejetos e lixo orgânico tóxico e contaminado.

Alérgenos para o Organismo Humano
Muitos dejetos e lixo orgânico que os peixes de couro se alimentam além de contaminantes, são tóxicos e alérgenos. A alergia é uma reação do sistema imunitário, que identifica substâncias estranhas ao corpo (alérgenos) e tenta elimina-los através das células de defesa como os macrófagos, mastócitos e basófilos. Estas duas últimas células liberam na corrente sanguínea fatores quimiotásticos para neutralizarem as toxinas e os alérgenos, e daí surgem os sintomas como: inchaço dos lábios, cãibras no estômago, vômitos e diarréia, sensação de fervor, urticária ou eczemas, coriza e outros problemas respiratórios. Uma reação mais séria, mais rara, é o choque anafilático, que acarreta perigo de vida e requer atenção médica imediata. O Instituto Internacional das Ciências da Vida (ILSI - International Life Sciences Institute) classificou numa lista de uma proposta do CODEX os alérgenos alimentares já reconhecidos e os dividiu em 3 categorias: críticos, importantes e inferiores. Entre os alérgenos críticos e importantes estão 4 classes de alimentos de origem animal, incluindo os peixes e frutos do mar (camarões, mariscos etc).

Deterioração do Pescado
“Logo após a morte do pescado, iniciam-se os processos de deterioração. O pescado é um dos alimentos mais perecíveis, devido a seu elevado conteúdo da metabólitos de baixo peso molecular, assim como de aminoácidos livres que são facilmente disponíveis para nutrição bacteriana”.
Peixes que são apanhados durante a noite, se não forem estocados em compartimentos com gelo imediatamente, chegam em condições impróprias para consumo durante o dia. A maioria das pescas são artesanais, não possuindo gelo para estocagem dos peixes; o pescado só é acondicionado devidamente depois de chegarem nos portos, facilitando o estado de deterioração e contaminação.
Desta forma as bactérias que estavam no corpo do peixe se multiplicam e passam a contaminar o pescado, transferindo toxinas e um número maior de microorganismos.

Conclusão
Devido aos seus hábitos alimentares, em vasculhar o fundo dos rios, lagoas, pântanos e mares, o pescado de couro participa de uma flora de microorganismos, toxinas e alérgenos que poderão desencadear infecções e estados alérgicos no homem.
Com a agravante da poluição e contaminação do habitat dos peixes, o risco de doenças infecciosas, contaminação por metais pesados e estados alérgicos é muito mais perigoso em nossos dias.
A fácil deterioração do pescado e proliferação dos microorganismos nas carcaças dos peixes, são fatores inalteráveis e agravam a situação; fiscalização, transporte e acondicionamento inapropriados somam-se para a má qualidade do alimento.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Os Gentios e a Lei


Mostrando indisfarçável aversão pela lei divina, alguns citam Romanos 2:14, isolando a expressão “os gentios que não tem lei”, para concluir erroneamente que a lei só fora dada a Israel, e que os gentios não precisam de lei. Ora, a Bíblia diz justamente o contrário, e preferimos crer nela. Em Isaías 56, por exemplo, lemos as grandes promessas feitas por Deus aos gentios que se unissem ao Seu concerto e guardassem o Sábado.
Note-se que o capítulo se refere à dispensação cristã, quando “a salvação está prestes a vir e a justiça a manifestar-se”. Leia Números 15:15. E Gálatas 3:29, afirma que os cristãos são descendentes de Abraão e herdeiros conforme a promessa.
A Escritura também não diz que Deus o é dos gentios? – “E porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente.” (Romanos 3:29). No entanto, esse Deus, reiteradamente é denominado “Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó”. Todas as bênçãos divinas foram transferidas para o gentilismo: o concerto, a lei, o evangelho, tudo, em fim. Somos o Israel espiritual.
Para compreender realmente Romanos 2:14, leiamos o verso 11 ao 16, e veremos que o apóstolo faz interessantes afirmações.
1.ª – Que Deus não faz distinção de homens (pois só tem um padrão de julgamento: a Sua santa Lei. Sejam judeus ou gentios).
2.ª – Que os que pecaram, mesmo não conhecendo a lei, perecerão. Notem bem: perecerão (porque o salário do pecado é a morte). Não se diz que se salvam pela consciência da lei.
3.ª – Que os que pecaram, conhecendo a lei, por ela serão julgados. (Logo, não foi abolida porque será norma de julgamento). Paulo diz isso em sentido genérico, não restrito aos judeus. E os que forem julgados por ela, sendo achados em falta, necessariamente serão condenados, pois a transgrediram.
4.ª – O verso 13 estabelece um cortejo entre os que “ouvem” e os que “praticam” os preceitos divinos. (compare com Tiago 1:22 a 26). E o apóstolo conclui que somente os últimos, os praticantes alcançam a justificação, e isto porque a sua fé os levou a obedecerem ao padrão do Céu.
5.ª – Os versos 14 à 16 em conjunto revelam que ninguém escapa ao julgamento de Deus, que julgará os segredos dos homens. Não escaparão nem mesmo os que não tendo lei, julgam a praticar “as coisas que são da lei” sob o tríplice testemunho do coração, da consciência e do pensamento.
Note-se a que alusão a “gentios” é motivada pelo contraste que Paulo estabelece na impenitência dos judeus. A tese forçada de que a lei não é necessária aos gentios, encontra o seu desmentido especialmente nos versos 12 e 13. É só ler com atenção e entendimento.
Milton C. Wilcox faz judicioso comentário deste assunto, que reproduzimos:
“A lei divina é uma só. O pagão que a tinha, ou supunha tê-la em sua capacidade, certamente julgava-se bem com a consciência mesmo nos tempos em que podia ter uma multidão de esposas. Àquele tempo ele podia praticar outras coisas que as próprias convenções da época não permitiriam – e que a luz da Palavra de Deus sem dúvida condenaria – tal como se deu com Abraão e Jacó. Mas sentiam-se bem com a consciência. A lei escrita em seus corações de início não constituía um conhecimento completo, senão um princípio de agir correto. Assim se expressa Deus em II Crônicas 16:9: “Os olhos do Senhor passam por toda a Terra para mostrar-Se forte com aqueles cujo coração é perfeito para com Ele.” – Milton C. Wilcox, Guestions Answered, pág. 96.
Isto é o que Deus requer – afeição perfeita, perfeito coração. A força “propulsora” do homem é a sua afeição, seu amor, mesmo que seu conhecimento seja pouco.
Mesmo que se manifeste apenas um raio de luz do trono de Deus, este raio de luz domina a sua vida, e o homem que se submete a ele é aceito por Deus. Mesmo tendo um conhecimento parcial da verdade, vive ele de acordo com a luz que possui.
O pagão que tem pequena luz, sem dúvida submete-se a toda luz, quando esta lhe for revelada, e alegremente submeter-se-á aos mandamentos divinos. Para ele é somente questão de revelação para confirmar o que já está no coração. E este amor é abonado pelo Mestre para ‘obediência da lei’.
Porém aquele que tem o conhecimento da Lei de Deus, expressa nos dez mandamentos, e ainda se submete ao pecado, por pequeno que seja, repele a luz. Se persistir nessa prática, será rejeitado por Deus. [veja também em Próximos do Fim: O pecado imperdoável].
Concluir que os gentios não precisam de lei, seria admitir que eles não pecam, não precisam de revelação, não precisam de Deus. E se os gentios que não conheceram a lei, dispensam-na e se julgam pela consciência – como querem alguns – também, pelo mesmo raciocínio, os gentios que não conhecem o evangelho podem dispensá-lo pelas mesmas razões. Por aí se vê a debilidade do argumento.
Nada, absolutamente nada prova que a lei fora dada exclusivamente os judeus, mas o que a Bíblia claramente revela é que Deus de modo especial honrou a Israel fazendo daquele nação Seu povo escolhido e depositário de Sua lei. (Romanos 9:4). Era objetivo de Deus que Israel tornasse conhecida a Sua vontade expressa na lei, a todas as demais nações. Leia ainda Deuteronômio 4:6 a 8; Romanos 3:1 e 2. E quando os gentios aceitaram a religião de Israel, também se sujeitaram à Lei de Deus. (Números 15:15 e 16; Isaías 56:6 a 8).
Deus proferiu Sua lei santa, no monte Sinai, ao seu redor estavam os judeus. Também ao redor de Cristo, no sermão do Monte, só havia judeus… Mas as bênçãos da Lei e do Evangelho se estenderam aos gentios. Graças a Deus, pelo Seu Dom inefável!
Por onde se vê a citação de Romanos 2:14 saiu às avessas, porque Paulo prova justamente o contrário, a validade da lei e sua extensão aos gentios. Dizem que “pregar a lei ao povo remido é um insulto e uma ofensa à igreja de Deus”! Calma, gente. Então que grandes insultadores foram Cristo, Paulo Tiago e João!!! E Wesley, Moody, Barnes, Clarke e outros. E Taylor, que disse ser “uma bênção se cada púlpito trovejasse a voz divina ao Decálogo, porque a lei é o aio que conduz a Cristo”? E os milhões de cristãos obedientes ao divino padrão? – O nosso zelo nos leva afirma: insultadores, na verdade, são os que desprezam a Lei de Deus, pisam os seus preceitos, ou os que negam deliberadamente. Examine-se cada um a si mesmo.
Livre da Lei do Marido.
É comum citarem o começo do capítulo 7 da epístola aos Romanos (o símile da mulher casada e a lei), para concluir desastradamente pela ab-rogação da lei divina. É realmente deplorável que ajam com tal subtileza. É lastimável que cheguem a uma conclusão inteiramente contrária à que o próprio Paulo chegou, conclusão que pode ser encontrada especialmente nos versículos 7, 12, 14 e 22: “porque eu não conhecia a concupiscência se a lei não dissesse: Não cobiçarás… E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom… bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado… consinto que a lei é boa… Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na Lei de Deus.”
Inevitável é admitir que a conclusão paulina é inteiramente a favor da lei, e não contra. É de exaltação ao padrão divino, e não de desprezo. Paulo amava a Lei de Deus. Fazia elogios à ela. Exaltava-a, como bom cristão que era. Vamos estudar o tópico de Romanos 7, sem idéias preconcebidas. O que Paulo está explanando neste capítulo? O mesmo assunto dos capítulos precedentes e subseqüentes: o homem carnal – escravo do pecado – incapaz de salvar-se por si e que deverá encontrar a salvação pela graça de Deus em Cristo Jesus.
Notemos que Paulo estabelece a premissa: “a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo em que vive”. (Romanos 7:1). Na mesma epístola, em vários lugares, ele demonstra que o pecador, por ter transgredido a Lei de Deus, está sob o domínio do pecado. Em outras palavras, nossa velha natureza pecaminosa – que Paulo define como “o homem velho”, exerce domínio sobre nós. Por isso declarou o apóstolo sobre o seu estado anterior: “o que quero, isso não faço, mas o que aborreço isso faço”. (versículo 15). Quis ele dizer que nós, por nós mesmos, não podemos nos livrar do domínio do pecado.
Como nos libertaremos, então, do “velho homem” que nos mantém em sujeição?
Somente pela morte desse “velho homem”, ou seja, pela nossa conversão, porque assim, pela conversão, a nossa velha natureza é crucificada. Leia Romanos 6:6. Mas, não é bastante a morte do “homem velho”; é necessário o nascimento do “novo homem”. (Romanos 6:4)
No caso em tela, Paulo refere-se a esta mudança que se opera no homem, e para ilustrá-la convenientemente, usa o símile de um matrimônio. Nesta comparação, há 4 partes principais: uma mulher, seu primeiro marido, seu segundo marido, e a lei do matrimônio. Leia atentamente Romanos 7: 2 e 3.
A mulher representa aí o pecador, ligada ao primeiro marido, ou seja o “homem velho” com suas paixões e cobiças, ao qual está ligado pela lei: porém não pela lei em si, mas o seu objeto, o que estabelece e aponta: o pecado. E para desfazer qualquer idéia equívoca a esse respeito, Paulo apressa-se em advertir incisivamente: “É a lei pecado? De modo nenhum.” (versículo 7). Enquanto o “homem velho” viver, está ligado à “mulher”, que a ele se sujeita. Se morre o “marido”, então o pecador se livra da condenação da lei, tornando-se um “novo homem”, quer dizer, ligando-se a Cristo, o novo marido.
O primeiro ponto importante, nesta ilustração, é que Paulo não está falando da morte da lei, mas da morte de um marido. E nem haveria objetivo na ilustração, se a lei fosse morta, pois se o fosse, nada haveria que prendesse a esposa a seu marido. E também qualquer referência a adultério seria inadmissível (verso 4). Como haveria a possibilidade de adultério – que é a transgressão de um mandamento da Lei de Deus – se a lei que o capítula fora morta? Meditem bem nisso leitores. Vejam a confusão em que se metem os torcedores do sentido claro das Escrituras.
A lei do matrimônio não fica abolida, pela morte de um marido. A aplicação paulina é a vida do homem que se converte do pecado para a justiça. A primeira parte do verso 4 é claríssima. É só ler com entendimento. Fomos crucificados com Cristo. Seu corpo foi crucificado vicariamente por nós. Toda a exigência condenatória da lei sobre o nosso “homem velho” cessa com a morte de tal “homem”. Assim estamos livre da condenação, e podemos estar casado com Cristo. Então “demos fruto para Deus”.
E ainda se deve considerar o seguinte: se o estar “livre da lei” (verso 6) se refere à morte da lei – como ensinam alguns – então estaria Paulo fazendo horrível confusão na própria analogia do casamento, e contradizendo irremediavelmente as afirmações literais do mesmo contexto. Mas não é assim. Ele fala da morte de um marido, e pela aplicação, refere-se à nossa morte. O verso 4 não diz que a lei está morta, mas nós é que estamos mortos para a lei (pois ela não nos pode mais condenar, em virtude do nosso casamento com Cristo).
A expressão “morremos para aquilo em que estávamos retidos”, claramente refere-se à nossa natureza pecaminosa. O pecado, agindo mediante a nossa natureza corrupta, era o que nos retinha. (versos 24 e 25). E acrescente-se que o original diz “tenho morrido” ou “estando mortos”, o que reforça e esclarece ainda mais o pensamento do apóstolo.
Os eruditos Jamieson, Fausset e Brown assim concluem: “A morte aí referida, como vimos, não é da lei, mas a nossa, e isso mediante a união com o Salvador crucificado.” – Assim entendem os sinceros estudiosos do Livro Santo.
Muitos englobam em “mandamentos” todas as ordens, mandados, admoestações e diretrizes dos apóstolos, confundindo-os com os mandamentos da Lei de Deus.
Não há dúvida que houve “mandamento” de profetas, de Cristo, de Paulo, de Pedro e de outros. Muitos deles restritos ou para serem cumpridos por certos grupos, igrejas ou pessoas sob certas circunstâncias. Mas para o pesquisador sincero, é óbvio que tais “mandamentos” nada têm a ver com o Decálogo, e nivelá-los com a eterna Lei de Deus, denota incompreensão da revelação bíblica.
Nada melhor que o contexto para esclarecer a que se referem os mandamentos. E com espírito despido de conceitos pré-firmados, com simplicidade e dentro da exata contextuação é que podemos ser guiados pelo Espírito na compreensão da Palavra de Deus.
A. B. Christianini, Subtilezas do Erro, 2.ª ed., 1981, pág. 139.
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A Lei e os Profetas Duraram Até…(?)

Os bons e sinceros cristão que militam hoje sob as mais diversas bandeiras denominacionais, ainda que não descobriram a verdade sobre a Lei de Deus em seu esplendor magno, admitem e crêem que ela findou na cruz, estribando-se para isso em Colossenses 2:14 – “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e atirou do meio de nós, cravando-a na cruz.”
Por outro lado, há também os que ensinam que a Lei durou até a posteridade que é Cristo (Gálatas 3:16). E outros, mais afoitos, afirmam que o fim da Lei se deu com o advento de João Batista, e para tanto citam: “A lei e os profetas duraram até João” – Lucas 16:16. Deduzimos daí, lamentavelmente, que os adeptos da abolição da Lei de Deus sequer chegam a um acordo mútuo, uma unidade. Se houve três abolições intercaladas no tempo, qual deve basear-se o crente para firmar sua fé?
A coluna basilar para uns é que foi até João, para outros findou com Jesus. Como é isso? Afinal, quando foi exatamente que a Lei de Deus foi “abolida”, ou “cessou de vigorar”? Porque a premissa lógica é que, “se durou até João, já estava abolida e nada mais teria Jesus que abolir”.
Novamente lembramos, quando quiser descobrir a verdade que o versículo bíblico quer ensinar, não o isole do contexto, nem se sirva dele separadamente, para não comprometer-se a um grande engano. Porque se ensinam que depois de João não houve mais profetas, é uma heresia tal ensinamento e este verso jamais financiou tal afirmativa. Por exemplo:
• Atos 2:17 e 18 – “E nos últimos dias acontecerá diz o Senhor, que do Meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e vossas filhas profetizarão… e também sobre os Meus servos… e profetizarão.”
• Atos 19:6 – “E impondo-lhes as mãos… profetizaram.”
• Atos 21:9 e 10 – “E tinha este quatro filhas donzelas, que profetizavam. E demorando-nos ali… chegou da Judéia um profeta por nome Agabo.”
• I Coríntios 14:29 e 32 – “E falem dois ou três profetas… E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.”
Pela leitura destes textos do Novo Testamento, fica comprovado que depois de João Batista houve profetas, efetivamente. Quanto à existência e permanência da Lei de Deus após João é uma evidente afirmação. Veja: depois de Lucas registrar – “A lei e os profetas duraram até João…”, um moço rico procurou a Jesus com as palavras, conhecidas: “… Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?” (Mateus 19:16). Resposta de Jesus: “Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mateus 19:17).
Estas palavras são do Mestre e ninguém pode negar que estes mandamentos são do Decálogo, porque Jesus definiu dizendo para o jovem: “Não matarás; não cometerás adultério; não furtarás; não dirás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe” (Mateus 19:18 e 19).
→ Aqui entram cristãos com o dedo apontado, afirmando que Jesus cancelou o Sábado porque não o repetiu para o moço rico guardar.
Ξ Então nós respondemos: Se por Jesus ter omitido – “Lembra-te do Sábado para o santificar”, Jesus o cancelou, então o Mestre fez pior, ao omitir a proibição daquilo que é repulsivo para Ele próprio e para Seu Pai, que é a idolatria, admitindo a negação do próprio Deus. Porque Jesus também não recitou para o moço – “Não terás outros deuses diante de Mim; não farás para ti imagens de esculturas.”
→ Agora perguntamos: Por essas omissões tais cristãos deixaram de adorar a Deus? Terão ídolos? Lógico que não! Então porque aceitar uma declaração e negar a outra? É coisa seria entrar na vida eterna, e a condição foi estipulada e estabelecida por Cristo: obediência aos Dez Mandamentos. Se a Lei foi abolida, ou vigorou até João Batista apenas, porque ordenaria Cristo a obediência a esta Lei “abolida”? E têm mais: como poderia estabelecer a guarda dela como norma para entrar na vida eterna, já que Ele “veio para mudar ou abolir”? Considere isso.
Antes de prosseguir, deixe-nos dizer-lhe por que Cristo citou apenas parte dos Dez Mandamentos para o jovem. Jesus estava diante de um israelita guardador do Sábado, como os demais judeus. Para eles este mandamento era o de maior valor, porque eram desamorosos e avarentos. Eram de fato extremosos na guarda do Sábado, porém falhavam abertamente noutros pontos; por isso Jesus focalizou apenas o que negligenciavam. Quanto ao Sábado, estavam certos, é o dia de guarda, não precisaria relembrar-lhes.
Jesus referindo-se aos doutores da Lei, disse: “Observai pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras , porque dizem e não praticam” (Mateus 23:3). Ora, o Mestre sabia que os ensinamentos dos sacerdotes concernentes com à Sua Lei eram certos, apenas praticavam errado, ou seja, guardavam a letra.
Então, como entender o versículo de Lucas 16:16 que menciona: “A Lei e os profetasduraram até João”? Volte ao texto; leia-o. Verifique com cuidado e bastante atenção como está grifada a palavra “duraram”. Observou? Está grifada no texto, isto é, escrita com as letras de forma diferente das demais, um pouco inclinadas. O que isso quer disser? É para chamar a atenção que o tradutor não encontrou no original grego esta palavra, apenas a empregou por considerar a melhor para complementar o sentido do verso. Todas as palavras grifadas, encontradas na Bíblia, não constam do original.
Ξ Agora, leia Mateus 11:13: “Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.” – Agora sim, está clara e explícita a verdade que Jesus queria ensinar.
A “lei e os profetas” formam uma expressão que designa os ensinos do Antigo Testamento (João 1:45), incluindo o Pentateuco e os escritos de todos os profetas, porque “os escritos do Antigo Testamento constituíam o primeiro guia do homem para a salvação. Estes escritos eram tudo que os homens tinham em matéria de revelação. O evangelho veio, não para abolir os escritos antigos, mas para suplementá-los, reforçá-los e confirmá-los.
O evangelho veio, não para ser colocado no lugar do Antigo Testamento, mas em acréscimo a ele.” (Subtilezas do Erro, pág. 97, A. B. Christianini – CPB)
Logo, quis o Mestre dizer que até João Batista todas as Escrituras dos profetas, referentes à Sua primeira vinda contidas nos livros do Antigo Testamento, com o Seu advento, batismo e ministério, enfim as profecias referentes a Sua vinda encontraram cumprimento in-loco.
Até João Batista, a lei e os profetas (escritos do Antigo Testamento) indicavam, através da palavra escrita, dos símbolos e do sistema sacrifical (sombras de Jesus), o tempo em que o reino de Deus seria anunciado, e, de fato, com a pregação do reino, novo tempo raiava. O próprio João Batista afirmava: “… arrependei-vos porque é chegado o Reino dos Céus…” (Mateus 3:2).
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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Páscoa - Qual o verdadeiro significado?

Boa Tarde queridos amigos, mais uma curiosidade me assombrou perto desta data comemorada por muitos de nós, páscoa, chocolate, coelho, etc... mas qual é o significado da pascoa aos olhos de Deus? para um cristão, como deve ser comemorada a páscoa? vamos la então...

A Páscoa pode cair em qualquer domingo entre 22 de Março e 25 de Abril. Tem sido modernamente celebrada com ovos e coelhos de chocolate com muita alegria. O moderno ovo de Páscoa apareceu por volta de 1828, quando a indústria de chocolate começou a desenvolver-se. Ovos gigantescos, super decorados, era a moda das décadas de 1920 e 1930. Porém, o maior ovo e o mais pesado que a história regista, ficou pronto no dia 9 de Abril de 1992. É da Cidade de Vitória na Austrália. Tinha 7 metros e dez centímetros de altura e pesava 4 toneladas e 760 quilos. Mas o que é que tem a ver ovos e coelhos com a morte e ressurreição de Cristo?

A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes porém, o relacionam ao culto da fertilidade celebrado pelos babilônicos e depois transportado para o Egipto. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da Páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. À figura do coelho juntou-se o ovo que é símbolo da própria vida. Embora aparentemente morto, o ovo contém uma vida que surge repentinamente; e este é o sentido para a Páscoa, após a morte, vem a ressurreição e a vida. A Igreja no século XVIII, adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi santificado um uso originalmente pagão, e pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes de sua distribuição aos fiéis.
Em 1215 na Alsácia, França, surgiu a lenda de que um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao principezinho que esta doente. E ainda hoje se tem o hábito de presentear os amigos com ovos, na Páscoa. Não mais ovos de galinha, mas de chocolate. A idéia principal ressurreição, renovação da vida foi perdida de vista, mas os chocolates não, ele continuam sendo supostamente trazidos por um coelhinho...
O Peixe, foi símbolo adotado pelos primeiros cristãos. Em grego, a palavra peixe era um símbolo da confissão da fé, e significava: "Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador." O costume de comer peixe na sexta-feira santa, está associado ao fato de Jesus ter repartido este alimento entre o povo faminto. Assim a tradição de não se comer carne com sangue derramado por Cristo em nosso favor.

Mas vejamos agora, qual é a verdadeira origem da Páscoa?
Não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga porém, foi fatal : a matança dos primogênitos - o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções Divinas, cada família hebréia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro, deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem mortos.

Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebréia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa "passagem" "passar por cima". Esta festa, deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro, apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

A chamada páscoa cristã, foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto rumo a terra prometida, retirando a peregrinação ao Céu, o maná que exemplifica a Eucaristia, e muitos outros ritos, que aos poucos vão desaparecendo.

A maior parte das igreja evangélicas porém, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da páscoa. I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:
Jesus tomou o pão, "e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha."

Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão, indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam, que a expressão "isso é o meu corpo" signifique o pão e o vinho se transformassem realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si próprio dizendo "Eu Sou a porta" (João 10:7), "Eu sou o caminho" (João 14:6) e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece, que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino de Meu Pai." ( Mateus 26:29)

Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a cerimônia da Páscoa, traz muitos significados:

1 - O Lava-Pés, significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com deus, com o nosso próximo e conosco mesmo - união - não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve...

2 - A Ceia significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele. E sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai. (Mateus 26:29)

Conclusão:
Advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos que tentam sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, a mudança do sábado para o domingo, o coelho e o chocolate, são apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo. A Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Minha sugestão é examinar com oração, cuidado e com tempo as Sagradas Escrituras, para saber o que hoje é crendice ou tradição, estando atento, para saber o que realmente deus espera de cada um de nós.

Jesus foi claro "Fazei isto em memória de mim." Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens."

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Estudo Biblico Eventos Finais

Bom dia queridos leitores,
Estou postando aqui uma série maravilhosa que vale muito a pena assistir, 
um abraço à todos e fiquem com Deus!


Estudo 1 de 7
 
Estudo 2 de 7
 
Estudo 3 de 7
 
Estudo 4 de 7
 
Estudo 5 de 7
 
Estudo 6 de 7
 
Estudo 7 de 7
 

Que Deus derrame bençãos sobre você e a sua familia!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Projeto Vida por Vidas

Queridos leitores, neste ultimo dia 14 de Abril ocorreu na cidade de Mineiros do Tiête a primeira campanha de doação de sangue do projecto Vida por Vidas, dirigida pelo nosso querido amigo Josenaldo Duarte Carneiro juntamente com a equipe do hospital Amaral Carvalho, a cidade foi tocada, ao todo cerca de 50 pessoas doaram um pouco de si para salvar uma vida, foi uma bênção de Deus!
Eu aproveitei e fiz a minha primeira doação, nem doeu rsrs, valeu muito a pena saber que com um simples gesto poderei salvar uma vida!

Aproveitando a oportunidade, na cidade de Dois Córregos tanbem ocorrerá uma campanha no dia 28 de Junho, acabei de lançar um blog de minha autoria fresquinho para divulgação:(http://vidaporvidasdoiscorregos.blogspot.com/).


Segue abaixo algumas fotos da campanha ocorrida em Mineiros do Tiête:
Equipe Amaral Carvalho
Cidadãos de Mineiros do Tiête
Voluntários
Josenaldo (Idealizador da campanha)

CATÁSTROFES - DEUS É O RESPONSÁVEL?



Cientes do aquecimento do planeta, das fortes chuvas que ocorrem sempre nesta época do ano - até onde Deus é responsável? Até onde nossa própria irresponsabilidade - individual, e não só governamental - estaria nos levando a estas experiências traumáticas.

A recente catátrofe no Japão, no entanto, é algo inevitável - os terremotos e tsunamis. Por quê Senhor?
A Bíblia alerta a humanidade sobre as catástrofes - antes de profetiza-las sobre os humanos, Deus as antevê e nos alerta permitindo estarmos preparados a elas.
“E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e, na terra, angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas; homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo, porquanto os poderes do céu serão abalados”. Lucas 21: 25 e 26.
Em seu discurso sobre o fim de do mundo Jesus foi específico em falar sobre os sinais da natureza – “expectação das coisas que sobrevirão ao mundo, porquanto os poderes do céu serão abalados” – e é assim que estamos perplexos sobre os acontecimentos que invadem a história final da humanidade.
No original grego 'poderes do céu [ouranos]' se refere ao céu atmosférico, e não Aquele que é a morada do Altíssimo. Nossa atmosfera foi alterada por milênios de descuidada exploração do planeta. O que podemos esperar? Esperamos aquilo que Jesus nos alertou que viria...

Mas Deus não é o protagosnista nesta história de catástrofes.

Em um planeta que ignora a presença divina e segue seu rumo alheio a espiritualidade e caridade, o destruidor (Satanás) sai pelo planeta a fazer sua obra de destruição. Assim como na história de Jó (cap. 1:7 e 12) é o Destruidor que passeia pela Terra e sai para fazer sua obra de destruição – “Então, o SENHOR disse a Satanás: De onde vens? E Satanás respondeu ao SENHOR e disse: De rodear a terra e passear por ela" (v.12).
Nosso Planeta se encontra sob a jurisprudência de um ser maligno e assassino, e as convulsões da natureza são resultados de seu laboratório para destruir a raça humana. Em uma parábola sobre a ação das forças do mal sobre o homem Jesus disse: “O inimigo que o semeou é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos” Mateus 13:39.
As inundações, deslizamentos, intempéries, catástrofes, males, doenças, epidemias e morte são semeadas pelo inimigo – “Um inimigo é quem fez isso” Mateus 13:28.

No Sermão profético de Mateus 24 e Lucas 21, Jesus alertou sobre as catástrofes do últimos dias – “e haverá, em vários lugares, grandes terremotos, e fomes, e pestilências; haverá também coisas espantosas e grandes sinais do céu” Lucas 21:11.
Não é só Jesus que faz seu sermão profético, mas o inimigo tem sua apologia do fim; ao exibir nas telas do cinema cenas de destruição; no filme “O Dia Depois De Amanhã”, cenas das águas arrastando as pessoas eram mostradas por todo o mundo; muitos que foram arrastados pelas enchentes, se divertiram com essas cenas.
“Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” Efésios 6:12.
As ‘hostes espirituais da maldade’ estão furiosas nestes últimos dias, e irão jogar Deus contra os homens; farão as catástrofes parecerem ser a ação divina sobre o homem, e que Deus é um tirano. Mas o próprio Deus declara – “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação” Tiago 1:17. Nosso Deus é um Pai de amor e sua solução é um Planeta livre do pecado e por fim restaurado.
Por outro lado, existe o inimigo, Satanás o destruidor – ‘Ai dos que habitam na terra e no mar! Porque o diabo desceu a vós e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo” Apocalipse 12:12.
Sim, o momento do destruidor é de grande ira! As catástrofes preditas por Jesus, e os sinais do Apocalipse se cumpriram um por um! Mas uma promessa é nos deixada – “E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas” Apocalipse 21:3.
“Assim também vós, quando virdes acontecer essas coisas, sabei que o Reino de Deus está perto” Lucas 21:31.
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PEIXES DE COURO - UMA ANÁLISE MICROBIOLÓGICA

A famosa lista de animais imundos da bíblia, discrimina animais de uma mesma espécie, os peixes de escamas e os de couro, sendo que esta última seria imprópria para o consumo humano.
Em uma época em que a poluição dos mares e rios não existia, em que os esgotos não contaminavam as águas pluviais e marítimas, o que poderia haver nos peixes de couro, para ser imposta a restrição alimentar?

O que é imundo no contexto bíblico?
Esse termo se refere aos animais que são reservatórios naturais de microorganismos patogênicos ou às pessoas com doenças infecciosas que poderiam disseminar moléstias.
Há várias situações em que o termo ´imundo´é determinado a pessoas, objetos ou animais; todos eles com objetivo de evitar a contaminação por microorganismos, ou desenvolver estados infecciosos.

A Flora Microbiana dos Peixes
Cada ser vivo possui microorganismos em diferentes compartimentos biológicos do corpo; são bactérias, parasitas, fungos e vírus que convivem e muitos auxiliam na digestão e absorção dos alimentos (intestino), proteção e digestão (nasofaringe e boca), limpeza e controle de outros microorganismos (pele e cavidades).
Os peixes possuem em sua ´flora´ esta população de microorganismos, e convivem em um mutualismo, onde não há infecções ou doenças. Mas os microorganismos diferem de espécie para espécie, e de gênero para gênero. Os microorganismos comuns aos peixes não são comuns aos humanos.
Em águas frias, os microorganismos dominantes nos peixes são os psicrófilos como as pseudomonas, alteromonas, moraxella, acinetobacter, flavobacterium e vibrio. Em águas quentes, floras gram-positivas mesófilas, tais como Micrococcus e Bacilus. A maioria dessas bactérias é patogênica ao homem, em seu intestino.
As complicações não acontecem com freqüência porque a ingestão do numero de bactérias não é o bastante para causar infecções; mas em peixes que não são processados devidamente, é que ocorrem as complicações intestinais, tóxicas e alérgicas. Na ingestão destes microorganismos e sua toxinas, são provocados pequenos estados inflamatórios, sub-clínicos, ou pequenos estados alérgicos, que nosso organismo debela, mas que vão estressando o organismo.

CTRL+C Blog ( http://reformadesaude.blogspot.com/2006/01/peixes-de-couro-uma-anlise.html)
Vetores para as Infecções Bacterianas e Virais
Infecções intestinais por bactérias como Salmonella, Shigella, Vibrião da Cólera e outras bactérias entero-patogênicas alcançaram o homem através dos peixes; mas hoje são infecções reincidentes e dimensionadas pela contaminação da água e dos peixes a partir das fezes humanas em esgotos despejados nos rios e mares.
Há ainda as gastroenterites virais que são a causa principal de morbidade e mortalidade em todo os países em desenvolvimento, especialmente em crianças. Mesmo nos EUA 3,5 milhões de episódios anuais da doença e aproximadamente 35% das hospitalizações são por gastroenterite. Rotavírus, adenovírus entéricos, calicivírus, astrovírus , coronavírus estão entre os responsáveis pela diarréia. Os vírus Norwalk e norwalk-símile produzem náusea, vômito e diarréia mais comumente em adultos.
Estatísticas publicadas pela Organização Mundial de Saúde (O.M.S.) constatam que as infecções bacterianas constituem a maioria das doenças transmissíveis pelo pescado.

Os Hábitos dos Peixes de Couro
Os peixes de couro são espécies carnívoras e rapinantes. Seus hábitos são em se alimentar de restos de peixes mortos e do dejeto orgânico do fundo de rios e mares. A sua flora de microorganismos é bem mais rica para poder auxiliar na digestão e limpeza do organismo de toxinas das carcaças em putrefação.
Muitas bactérias destes peixes fabricam substâncias que neutralizam os venenos e toxinas das carcaças podres e dos pântanos e brejos que costumam se alimentar.
Com o agravante da poluição e contaminação dos esgotos, esse tipo de peixe se torna mais impróprio ainda pois sua dieta alimentar pode ser de dejetos e lixo orgânico tóxico e contaminado.

Alérgenos para o Organismo Humano
Muitos dejetos e lixo orgânico que os peixes de couro se alimentam além de contaminantes, são tóxicos e alérgenos. A alergia é uma reação do sistema imunitário, que identifica substâncias estranhas ao corpo (alérgenos) e tenta elimina-los através das células de defesa como os macrófagos, mastócitos e basófilos. Estas duas últimas células liberam na corrente sanguínea fatores quimiotásticos para neutralizarem as toxinas e os alérgenos, e daí surgem os sintomas como: inchaço dos lábios, cãibras no estômago, vômitos e diarréia, sensação de fervor, urticária ou eczemas, coriza e outros problemas respiratórios. Uma reação mais séria, mais rara, é o choque anafilático, que acarreta perigo de vida e requer atenção médica imediata. O Instituto Internacional das Ciências da Vida (ILSI - International Life Sciences Institute) classificou numa lista de uma proposta do CODEX os alérgenos alimentares já reconhecidos e os dividiu em 3 categorias: críticos, importantes e inferiores. Entre os alérgenos críticos e importantes estão 4 classes de alimentos de origem animal, incluindo os peixes e frutos do mar (camarões, mariscos etc).

Deterioração do Pescado
“Logo após a morte do pescado, iniciam-se os processos de deterioração. O pescado é um dos alimentos mais perecíveis, devido a seu elevado conteúdo da metabólitos de baixo peso molecular, assim como de aminoácidos livres que são facilmente disponíveis para nutrição bacteriana”.
Peixes que são apanhados durante a noite, se não forem estocados em compartimentos com gelo imediatamente, chegam em condições impróprias para consumo durante o dia. A maioria das pescas são artesanais, não possuindo gelo para estocagem dos peixes; o pescado só é acondicionado devidamente depois de chegarem nos portos, facilitando o estado de deterioração e contaminação.
Desta forma as bactérias que estavam no corpo do peixe se multiplicam e passam a contaminar o pescado, transferindo toxinas e um número maior de microorganismos.

Conclusão
Devido aos seus hábitos alimentares, em vasculhar o fundo dos rios, lagoas, pântanos e mares, o pescado de couro participa de uma flora de microorganismos, toxinas e alérgenos que poderão desencadear infecções e estados alérgicos no homem.
Com a agravante da poluição e contaminação do habitat dos peixes, o risco de doenças infecciosas, contaminação por metais pesados e estados alérgicos é muito mais perigoso em nossos dias.
A fácil deterioração do pescado e proliferação dos microorganismos nas carcaças dos peixes, são fatores inalteráveis e agravam a situação; fiscalização, transporte e acondicionamento inapropriados somam-se para a má qualidade do alimento.