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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Os Gentios e a Lei


Mostrando indisfarçável aversão pela lei divina, alguns citam Romanos 2:14, isolando a expressão “os gentios que não tem lei”, para concluir erroneamente que a lei só fora dada a Israel, e que os gentios não precisam de lei. Ora, a Bíblia diz justamente o contrário, e preferimos crer nela. Em Isaías 56, por exemplo, lemos as grandes promessas feitas por Deus aos gentios que se unissem ao Seu concerto e guardassem o Sábado.
Note-se que o capítulo se refere à dispensação cristã, quando “a salvação está prestes a vir e a justiça a manifestar-se”. Leia Números 15:15. E Gálatas 3:29, afirma que os cristãos são descendentes de Abraão e herdeiros conforme a promessa.
A Escritura também não diz que Deus o é dos gentios? – “E porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente.” (Romanos 3:29). No entanto, esse Deus, reiteradamente é denominado “Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó”. Todas as bênçãos divinas foram transferidas para o gentilismo: o concerto, a lei, o evangelho, tudo, em fim. Somos o Israel espiritual.
Para compreender realmente Romanos 2:14, leiamos o verso 11 ao 16, e veremos que o apóstolo faz interessantes afirmações.
1.ª – Que Deus não faz distinção de homens (pois só tem um padrão de julgamento: a Sua santa Lei. Sejam judeus ou gentios).
2.ª – Que os que pecaram, mesmo não conhecendo a lei, perecerão. Notem bem: perecerão (porque o salário do pecado é a morte). Não se diz que se salvam pela consciência da lei.
3.ª – Que os que pecaram, conhecendo a lei, por ela serão julgados. (Logo, não foi abolida porque será norma de julgamento). Paulo diz isso em sentido genérico, não restrito aos judeus. E os que forem julgados por ela, sendo achados em falta, necessariamente serão condenados, pois a transgrediram.
4.ª – O verso 13 estabelece um cortejo entre os que “ouvem” e os que “praticam” os preceitos divinos. (compare com Tiago 1:22 a 26). E o apóstolo conclui que somente os últimos, os praticantes alcançam a justificação, e isto porque a sua fé os levou a obedecerem ao padrão do Céu.
5.ª – Os versos 14 à 16 em conjunto revelam que ninguém escapa ao julgamento de Deus, que julgará os segredos dos homens. Não escaparão nem mesmo os que não tendo lei, julgam a praticar “as coisas que são da lei” sob o tríplice testemunho do coração, da consciência e do pensamento.
Note-se a que alusão a “gentios” é motivada pelo contraste que Paulo estabelece na impenitência dos judeus. A tese forçada de que a lei não é necessária aos gentios, encontra o seu desmentido especialmente nos versos 12 e 13. É só ler com atenção e entendimento.
Milton C. Wilcox faz judicioso comentário deste assunto, que reproduzimos:
“A lei divina é uma só. O pagão que a tinha, ou supunha tê-la em sua capacidade, certamente julgava-se bem com a consciência mesmo nos tempos em que podia ter uma multidão de esposas. Àquele tempo ele podia praticar outras coisas que as próprias convenções da época não permitiriam – e que a luz da Palavra de Deus sem dúvida condenaria – tal como se deu com Abraão e Jacó. Mas sentiam-se bem com a consciência. A lei escrita em seus corações de início não constituía um conhecimento completo, senão um princípio de agir correto. Assim se expressa Deus em II Crônicas 16:9: “Os olhos do Senhor passam por toda a Terra para mostrar-Se forte com aqueles cujo coração é perfeito para com Ele.” – Milton C. Wilcox, Guestions Answered, pág. 96.
Isto é o que Deus requer – afeição perfeita, perfeito coração. A força “propulsora” do homem é a sua afeição, seu amor, mesmo que seu conhecimento seja pouco.
Mesmo que se manifeste apenas um raio de luz do trono de Deus, este raio de luz domina a sua vida, e o homem que se submete a ele é aceito por Deus. Mesmo tendo um conhecimento parcial da verdade, vive ele de acordo com a luz que possui.
O pagão que tem pequena luz, sem dúvida submete-se a toda luz, quando esta lhe for revelada, e alegremente submeter-se-á aos mandamentos divinos. Para ele é somente questão de revelação para confirmar o que já está no coração. E este amor é abonado pelo Mestre para ‘obediência da lei’.
Porém aquele que tem o conhecimento da Lei de Deus, expressa nos dez mandamentos, e ainda se submete ao pecado, por pequeno que seja, repele a luz. Se persistir nessa prática, será rejeitado por Deus. [veja também em Próximos do Fim: O pecado imperdoável].
Concluir que os gentios não precisam de lei, seria admitir que eles não pecam, não precisam de revelação, não precisam de Deus. E se os gentios que não conheceram a lei, dispensam-na e se julgam pela consciência – como querem alguns – também, pelo mesmo raciocínio, os gentios que não conhecem o evangelho podem dispensá-lo pelas mesmas razões. Por aí se vê a debilidade do argumento.
Nada, absolutamente nada prova que a lei fora dada exclusivamente os judeus, mas o que a Bíblia claramente revela é que Deus de modo especial honrou a Israel fazendo daquele nação Seu povo escolhido e depositário de Sua lei. (Romanos 9:4). Era objetivo de Deus que Israel tornasse conhecida a Sua vontade expressa na lei, a todas as demais nações. Leia ainda Deuteronômio 4:6 a 8; Romanos 3:1 e 2. E quando os gentios aceitaram a religião de Israel, também se sujeitaram à Lei de Deus. (Números 15:15 e 16; Isaías 56:6 a 8).
Deus proferiu Sua lei santa, no monte Sinai, ao seu redor estavam os judeus. Também ao redor de Cristo, no sermão do Monte, só havia judeus… Mas as bênçãos da Lei e do Evangelho se estenderam aos gentios. Graças a Deus, pelo Seu Dom inefável!
Por onde se vê a citação de Romanos 2:14 saiu às avessas, porque Paulo prova justamente o contrário, a validade da lei e sua extensão aos gentios. Dizem que “pregar a lei ao povo remido é um insulto e uma ofensa à igreja de Deus”! Calma, gente. Então que grandes insultadores foram Cristo, Paulo Tiago e João!!! E Wesley, Moody, Barnes, Clarke e outros. E Taylor, que disse ser “uma bênção se cada púlpito trovejasse a voz divina ao Decálogo, porque a lei é o aio que conduz a Cristo”? E os milhões de cristãos obedientes ao divino padrão? – O nosso zelo nos leva afirma: insultadores, na verdade, são os que desprezam a Lei de Deus, pisam os seus preceitos, ou os que negam deliberadamente. Examine-se cada um a si mesmo.
Livre da Lei do Marido.
É comum citarem o começo do capítulo 7 da epístola aos Romanos (o símile da mulher casada e a lei), para concluir desastradamente pela ab-rogação da lei divina. É realmente deplorável que ajam com tal subtileza. É lastimável que cheguem a uma conclusão inteiramente contrária à que o próprio Paulo chegou, conclusão que pode ser encontrada especialmente nos versículos 7, 12, 14 e 22: “porque eu não conhecia a concupiscência se a lei não dissesse: Não cobiçarás… E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom… bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado… consinto que a lei é boa… Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na Lei de Deus.”
Inevitável é admitir que a conclusão paulina é inteiramente a favor da lei, e não contra. É de exaltação ao padrão divino, e não de desprezo. Paulo amava a Lei de Deus. Fazia elogios à ela. Exaltava-a, como bom cristão que era. Vamos estudar o tópico de Romanos 7, sem idéias preconcebidas. O que Paulo está explanando neste capítulo? O mesmo assunto dos capítulos precedentes e subseqüentes: o homem carnal – escravo do pecado – incapaz de salvar-se por si e que deverá encontrar a salvação pela graça de Deus em Cristo Jesus.
Notemos que Paulo estabelece a premissa: “a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo em que vive”. (Romanos 7:1). Na mesma epístola, em vários lugares, ele demonstra que o pecador, por ter transgredido a Lei de Deus, está sob o domínio do pecado. Em outras palavras, nossa velha natureza pecaminosa – que Paulo define como “o homem velho”, exerce domínio sobre nós. Por isso declarou o apóstolo sobre o seu estado anterior: “o que quero, isso não faço, mas o que aborreço isso faço”. (versículo 15). Quis ele dizer que nós, por nós mesmos, não podemos nos livrar do domínio do pecado.
Como nos libertaremos, então, do “velho homem” que nos mantém em sujeição?
Somente pela morte desse “velho homem”, ou seja, pela nossa conversão, porque assim, pela conversão, a nossa velha natureza é crucificada. Leia Romanos 6:6. Mas, não é bastante a morte do “homem velho”; é necessário o nascimento do “novo homem”. (Romanos 6:4)
No caso em tela, Paulo refere-se a esta mudança que se opera no homem, e para ilustrá-la convenientemente, usa o símile de um matrimônio. Nesta comparação, há 4 partes principais: uma mulher, seu primeiro marido, seu segundo marido, e a lei do matrimônio. Leia atentamente Romanos 7: 2 e 3.
A mulher representa aí o pecador, ligada ao primeiro marido, ou seja o “homem velho” com suas paixões e cobiças, ao qual está ligado pela lei: porém não pela lei em si, mas o seu objeto, o que estabelece e aponta: o pecado. E para desfazer qualquer idéia equívoca a esse respeito, Paulo apressa-se em advertir incisivamente: “É a lei pecado? De modo nenhum.” (versículo 7). Enquanto o “homem velho” viver, está ligado à “mulher”, que a ele se sujeita. Se morre o “marido”, então o pecador se livra da condenação da lei, tornando-se um “novo homem”, quer dizer, ligando-se a Cristo, o novo marido.
O primeiro ponto importante, nesta ilustração, é que Paulo não está falando da morte da lei, mas da morte de um marido. E nem haveria objetivo na ilustração, se a lei fosse morta, pois se o fosse, nada haveria que prendesse a esposa a seu marido. E também qualquer referência a adultério seria inadmissível (verso 4). Como haveria a possibilidade de adultério – que é a transgressão de um mandamento da Lei de Deus – se a lei que o capítula fora morta? Meditem bem nisso leitores. Vejam a confusão em que se metem os torcedores do sentido claro das Escrituras.
A lei do matrimônio não fica abolida, pela morte de um marido. A aplicação paulina é a vida do homem que se converte do pecado para a justiça. A primeira parte do verso 4 é claríssima. É só ler com entendimento. Fomos crucificados com Cristo. Seu corpo foi crucificado vicariamente por nós. Toda a exigência condenatória da lei sobre o nosso “homem velho” cessa com a morte de tal “homem”. Assim estamos livre da condenação, e podemos estar casado com Cristo. Então “demos fruto para Deus”.
E ainda se deve considerar o seguinte: se o estar “livre da lei” (verso 6) se refere à morte da lei – como ensinam alguns – então estaria Paulo fazendo horrível confusão na própria analogia do casamento, e contradizendo irremediavelmente as afirmações literais do mesmo contexto. Mas não é assim. Ele fala da morte de um marido, e pela aplicação, refere-se à nossa morte. O verso 4 não diz que a lei está morta, mas nós é que estamos mortos para a lei (pois ela não nos pode mais condenar, em virtude do nosso casamento com Cristo).
A expressão “morremos para aquilo em que estávamos retidos”, claramente refere-se à nossa natureza pecaminosa. O pecado, agindo mediante a nossa natureza corrupta, era o que nos retinha. (versos 24 e 25). E acrescente-se que o original diz “tenho morrido” ou “estando mortos”, o que reforça e esclarece ainda mais o pensamento do apóstolo.
Os eruditos Jamieson, Fausset e Brown assim concluem: “A morte aí referida, como vimos, não é da lei, mas a nossa, e isso mediante a união com o Salvador crucificado.” – Assim entendem os sinceros estudiosos do Livro Santo.
Muitos englobam em “mandamentos” todas as ordens, mandados, admoestações e diretrizes dos apóstolos, confundindo-os com os mandamentos da Lei de Deus.
Não há dúvida que houve “mandamento” de profetas, de Cristo, de Paulo, de Pedro e de outros. Muitos deles restritos ou para serem cumpridos por certos grupos, igrejas ou pessoas sob certas circunstâncias. Mas para o pesquisador sincero, é óbvio que tais “mandamentos” nada têm a ver com o Decálogo, e nivelá-los com a eterna Lei de Deus, denota incompreensão da revelação bíblica.
Nada melhor que o contexto para esclarecer a que se referem os mandamentos. E com espírito despido de conceitos pré-firmados, com simplicidade e dentro da exata contextuação é que podemos ser guiados pelo Espírito na compreensão da Palavra de Deus.
A. B. Christianini, Subtilezas do Erro, 2.ª ed., 1981, pág. 139.
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A Lei e os Profetas Duraram Até…(?)

Os bons e sinceros cristão que militam hoje sob as mais diversas bandeiras denominacionais, ainda que não descobriram a verdade sobre a Lei de Deus em seu esplendor magno, admitem e crêem que ela findou na cruz, estribando-se para isso em Colossenses 2:14 – “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e atirou do meio de nós, cravando-a na cruz.”
Por outro lado, há também os que ensinam que a Lei durou até a posteridade que é Cristo (Gálatas 3:16). E outros, mais afoitos, afirmam que o fim da Lei se deu com o advento de João Batista, e para tanto citam: “A lei e os profetas duraram até João” – Lucas 16:16. Deduzimos daí, lamentavelmente, que os adeptos da abolição da Lei de Deus sequer chegam a um acordo mútuo, uma unidade. Se houve três abolições intercaladas no tempo, qual deve basear-se o crente para firmar sua fé?
A coluna basilar para uns é que foi até João, para outros findou com Jesus. Como é isso? Afinal, quando foi exatamente que a Lei de Deus foi “abolida”, ou “cessou de vigorar”? Porque a premissa lógica é que, “se durou até João, já estava abolida e nada mais teria Jesus que abolir”.
Novamente lembramos, quando quiser descobrir a verdade que o versículo bíblico quer ensinar, não o isole do contexto, nem se sirva dele separadamente, para não comprometer-se a um grande engano. Porque se ensinam que depois de João não houve mais profetas, é uma heresia tal ensinamento e este verso jamais financiou tal afirmativa. Por exemplo:
• Atos 2:17 e 18 – “E nos últimos dias acontecerá diz o Senhor, que do Meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e vossas filhas profetizarão… e também sobre os Meus servos… e profetizarão.”
• Atos 19:6 – “E impondo-lhes as mãos… profetizaram.”
• Atos 21:9 e 10 – “E tinha este quatro filhas donzelas, que profetizavam. E demorando-nos ali… chegou da Judéia um profeta por nome Agabo.”
• I Coríntios 14:29 e 32 – “E falem dois ou três profetas… E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.”
Pela leitura destes textos do Novo Testamento, fica comprovado que depois de João Batista houve profetas, efetivamente. Quanto à existência e permanência da Lei de Deus após João é uma evidente afirmação. Veja: depois de Lucas registrar – “A lei e os profetas duraram até João…”, um moço rico procurou a Jesus com as palavras, conhecidas: “… Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?” (Mateus 19:16). Resposta de Jesus: “Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mateus 19:17).
Estas palavras são do Mestre e ninguém pode negar que estes mandamentos são do Decálogo, porque Jesus definiu dizendo para o jovem: “Não matarás; não cometerás adultério; não furtarás; não dirás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe” (Mateus 19:18 e 19).
→ Aqui entram cristãos com o dedo apontado, afirmando que Jesus cancelou o Sábado porque não o repetiu para o moço rico guardar.
Ξ Então nós respondemos: Se por Jesus ter omitido – “Lembra-te do Sábado para o santificar”, Jesus o cancelou, então o Mestre fez pior, ao omitir a proibição daquilo que é repulsivo para Ele próprio e para Seu Pai, que é a idolatria, admitindo a negação do próprio Deus. Porque Jesus também não recitou para o moço – “Não terás outros deuses diante de Mim; não farás para ti imagens de esculturas.”
→ Agora perguntamos: Por essas omissões tais cristãos deixaram de adorar a Deus? Terão ídolos? Lógico que não! Então porque aceitar uma declaração e negar a outra? É coisa seria entrar na vida eterna, e a condição foi estipulada e estabelecida por Cristo: obediência aos Dez Mandamentos. Se a Lei foi abolida, ou vigorou até João Batista apenas, porque ordenaria Cristo a obediência a esta Lei “abolida”? E têm mais: como poderia estabelecer a guarda dela como norma para entrar na vida eterna, já que Ele “veio para mudar ou abolir”? Considere isso.
Antes de prosseguir, deixe-nos dizer-lhe por que Cristo citou apenas parte dos Dez Mandamentos para o jovem. Jesus estava diante de um israelita guardador do Sábado, como os demais judeus. Para eles este mandamento era o de maior valor, porque eram desamorosos e avarentos. Eram de fato extremosos na guarda do Sábado, porém falhavam abertamente noutros pontos; por isso Jesus focalizou apenas o que negligenciavam. Quanto ao Sábado, estavam certos, é o dia de guarda, não precisaria relembrar-lhes.
Jesus referindo-se aos doutores da Lei, disse: “Observai pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras , porque dizem e não praticam” (Mateus 23:3). Ora, o Mestre sabia que os ensinamentos dos sacerdotes concernentes com à Sua Lei eram certos, apenas praticavam errado, ou seja, guardavam a letra.
Então, como entender o versículo de Lucas 16:16 que menciona: “A Lei e os profetasduraram até João”? Volte ao texto; leia-o. Verifique com cuidado e bastante atenção como está grifada a palavra “duraram”. Observou? Está grifada no texto, isto é, escrita com as letras de forma diferente das demais, um pouco inclinadas. O que isso quer disser? É para chamar a atenção que o tradutor não encontrou no original grego esta palavra, apenas a empregou por considerar a melhor para complementar o sentido do verso. Todas as palavras grifadas, encontradas na Bíblia, não constam do original.
Ξ Agora, leia Mateus 11:13: “Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.” – Agora sim, está clara e explícita a verdade que Jesus queria ensinar.
A “lei e os profetas” formam uma expressão que designa os ensinos do Antigo Testamento (João 1:45), incluindo o Pentateuco e os escritos de todos os profetas, porque “os escritos do Antigo Testamento constituíam o primeiro guia do homem para a salvação. Estes escritos eram tudo que os homens tinham em matéria de revelação. O evangelho veio, não para abolir os escritos antigos, mas para suplementá-los, reforçá-los e confirmá-los.
O evangelho veio, não para ser colocado no lugar do Antigo Testamento, mas em acréscimo a ele.” (Subtilezas do Erro, pág. 97, A. B. Christianini – CPB)
Logo, quis o Mestre dizer que até João Batista todas as Escrituras dos profetas, referentes à Sua primeira vinda contidas nos livros do Antigo Testamento, com o Seu advento, batismo e ministério, enfim as profecias referentes a Sua vinda encontraram cumprimento in-loco.
Até João Batista, a lei e os profetas (escritos do Antigo Testamento) indicavam, através da palavra escrita, dos símbolos e do sistema sacrifical (sombras de Jesus), o tempo em que o reino de Deus seria anunciado, e, de fato, com a pregação do reino, novo tempo raiava. O próprio João Batista afirmava: “… arrependei-vos porque é chegado o Reino dos Céus…” (Mateus 3:2).
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domingo, 31 de outubro de 2010

POR QUE, DEUS DISSE, LEMBRA-TE?

O que ele poderia fazer?

Inúmeras pesquisas e questionários confirmaram que a forma mais popular do ceticismo moderno é negar a história da criação. Setenta e dois por cento dos ministros entrevistados expressaram diferentes graus de dúvida de que Deus realmente falou e o mundo veio à existência de acordo com o relato bíblico. Esta descrença fundamental levou à rejeição de outras doutrinas fundamentais do cristianismo, como o nascimento virginal e a expiação.
É interessante notar que Deus aparentemente antecipou muita controvérsia sobre o registro da criação e sua alegação de criar toda a impressionante massa da matéria apenas ordenando que ela existisse – bem, certamente que haveriam céticos e descrentes de tais fatos, mesmo aqueles que leram sobre isso e acreditaram que iriam esquecer tão cedo o fato miraculoso sob a influência desconcertante de um milhão de falsos deuses, que poderiam surgir.
Então Deus precisava fazer algo incomum para preservar o conhecimento do seu poderoso ato da criação. Esse poder de chamar o céu e a terra à existência que O diferencia de todos os deuses e suas falsas alegações enganosas. O que Ele poderia fazer que constantemente apontasse à humanidade voltar-se para a semana da criação, quando Ele estabeleceu para sempre a Sua autoridade divina?

Criação – A Marca da Soberania de Deus

Deus escolheu lembrá-los de forma convincente do Seu poder criador, pondo de lado o sétimo dia da semana da criação, como um dia sagrado de descanso e recordação. Isso constituiria uma tremenda salvaguarda da soberania de Deus - uma marca de Seu direito de governar como o único Deus verdadeiro. Isto iria, ao mesmo tempo, se mostrar como um devastador desmascaramento de todos os deuses que não haviam criado os céus e a terra.
Os escritos dos profetas do Antigo Testamento estão saturados com lembretes dos poderes peculiares da criação de Deus. Davi escreveu: “Porque todos os deuses dos povos são ídolos, mas o Senhor fez os céus” (Salmo 96:5). Jeremias expressou isso: “Mas o Senhor é o verdadeiro Deus; ele é o Deus vivo…Os deuses que não fizeram os céus e a terra, esses perecerão…Ele fez a terra pelo seu poder” (Jeremias 10:10-12).
Será que o próprio Deus demonstrou uma extrema urgência em manter a verdade da criação viva diante dos olhos do mundo? Sim. A tal ponto que Ele escreveu no coração de Sua grande lei moral à obrigação vinculativa de toda alma vivente de santificar o sábado e, assim, reconhecer a Sua autoridade divina. Dentro desses princípios eternos que constituem o fundamento de Seu governo e refletem o Seu caráter perfeito, Deus escreveu estas palavras: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum…Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há…por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou” (Êxodo 20:8-11).
Que ato para destacar o onipotente trabalho da criação! Uma vez por semana, enquanto a Terra gira sobre seu eixo, o lembrete do sábado iria viajar ao redor da terra atingindo cada homem, mulher e criança com a mensagem de uma criação instantânea. Por que Deus disse Lembra-te? Porque esquecer o sábado é esquecer o Criador também.

Conversão - Poder Criativo no Trabalho

Paralelo ao relato de uma criação física, encontramos o registro do poder de Deus para recriar o coração humano. Evidentemente, os dois processos derivam da mesma fonte onipotente.É requerido tanto poder para efetuar a conversão ou recriação quanto chamar alguma coisa à existência na criação. Disse o apóstolo: “E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4:24). Desde que o novo nascimento é a mais básica marca de identificação do crente justificado, não é nenhuma maravilha que os escritores da Bíblia constantemente nos lembrem do poder criador que distingue o Deus verdadeiro de todas as falsificações. Apontando para além do mero fato de uma criação física, Deus pronunciou estas palavras, também, “E também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles; para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica” (Ezequiel 20:12).
Por favor note que o sábado foi santificado para ser a marca de um povo santificado. A palavra “santificar”, significa pôr de lado para uso sagrado (um dia que falava do poder criador de Deus), também servia como um lembrete que Deus também pode separar pessoas para um uso santo através da regeneração ou recriação.
À luz desses fatos, é fácil entender por que o diabo tem travado uma contínua e desesperada batalha contra o sábado do sétimo dia. Por quase seis milênios ele tem trabalhado através do orgulho da tradição, desinformação e fanatismo religioso para destruir a santidade do especial sinal da autoridade de Deus – o sábado.
Como uma marca do direito de Deus governar, o sábado desafiou a jactância de Satanás de que tomaria o lugar de Deus. Disse o adversário: “Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono… e serei semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14:13-14). Satanás realmente queria ser adorado. Para isso, ele tinha que anular o título de Deus como Soberano. A autoridade de Deus repousava sobre sua alegação de ser o Criador, e o sábado era a marca dessa autoridade. Destruindo o sábado, Satanás queria preparar o caminho para criar um governo de contrafação, baseado em falsas alegações de autoridade, simbolizado por um dia de contrafação de culto.

A Batalha pela Autoridade

É fascinante olhar para trás ao longo dos tempos e ver o desenrolar da grande controvérsia entre Cristo e Satanás. O contexto foi sempre focado sobre a questão da autoridade.
A estratégia do maligno tem sido um ataque em duas frentes sobre a alegação de Deus ser o Criador. Primeiro, pela teoria da evolução com a sua doutrina humanista da seleção natural. Em segundo lugar, por um esforço secular para destruir a observância do sábado do sétimo dia, a marca do Seu poder criativo.
Nós só podemos dizer de passagem que cada uma dessas tentativas infernais para desacreditar a autoridade de Deus produziu um amargo sucesso além de qualquer expectativa. Milhões foram transformados em céticos religiosos e agnósticos, devido a doutrina de Darwin da evolução orgânica.Negando qualquer queda do homem que exigiria um Salvador do pecado, a evolução golpeou o plano da redenção, assim como o fato da criação.
Em uma veia similar, os ataques de Satanás sobre o sábado, levaram milhões a desobedecerem ao único mandamento do Decálogo que Deus havia feito um teste específico de obediência à lei inteira.
Um bom plano de subverter a lealdade de milhões de pessoas que se dedicavam ao verdadeiro Deus exigia uma obra-prima da estratégia satânica. Levaria tempo. Implicaria em séculos de engano. Não haveria volta dramática de servir a Deus servindo a Satanás. O segredo seria o de ganhar a obediência por meio de subterfúgios religiosos. Satanás entendeu o princípio de Romanos 6:16 muito antes de Paulo escrever as palavras “Não sabeis que daquele a quem vos apresentais como servos para lhe obedecer, sois servos desse mesmo a quem obedeceis”. A obediência é a maior forma de lealdade e adoração. Se Satanás pudesse criar uma questão que levasse as pessoas a desobedecerem a Deus, ele teria ainda uma chance de ganhar a obediência delas à sua causa. A disputa decisiva teria lugar em relação à lei de Deus. Ela constituia o fundamento do governo de Deus. Como Satanás poderia destruir a confiança na Lei e fazer as pessoas obedecerem a ele ao invés dela? E qual mandamento ele deveria atacar? Obviamente, aquele que apontava para o poder criador de Deus e Seu direito de governar. Como o sinal de identificação do verdadeiro Deus, o sábado tem sido sempre um objeto do ódio satânico.
Deus tinha escolhido o sábado como um teste de lealdade à Sua lei no Antigo Testamento: “Que eu possa prová-los”, disse o Senhor, “se andam em minha lei ou não” (Êxodo 16:4).

O Ponto de Teste, da Lei

Uma vez que Deus havia feito do sábado o ponto de teste de todos os Dez Mandamentos, Satanás determinou a fazer dele o gigantesco problema dos séculos. Ao destruir o sábado, Satanás estaria preparado para lançar seu super plano de reivindicar obediência a um dia de contrafacção de adoração. Manipulando a fraqueza de um cristianismo comprometido que tinha lentamente aderido às influências pagãs, Satanás cria sua obra prima – Uma Igreja-Estado Mundial – que impiedosamente cumpriria seu sistema de contrafacção de adoração.
Por mais de mil anos, começando com a conversão do Imperador pagão Constantino, a história negra da apostasia se desenrolava. Por pouco o primeiro ato do imperador recém-professo cristão era fazer uma lei contra a guarda do sábado e instituir outras leis que exigiam repouso no primeiro dia da semana, um feriado pagão dedicado à adoração do sol.
Não vamos nos alongar, neste momento, sobre a história bem documentada dos concílios da igreja papal, que reforçaram a observância do domingo pagão sob pena de morte. Os fatos são bem conhecidos para aqueles que estão dispostos a pesquisar os registros com uma mente aberta. Durante os séculos IV e V, o primeiro dia da semana, foi exaltado por decreto papal para deslocar o verdadeiro sábado da Bíblia.
Infelizmente, os preconceitos e informações falsas, levaram milhares de cristãos a fecharem os olhos à esmagadora evidência histórica desta substituição. As raízes de seus preconceitos não são difíceis de identificar. Satanás tem trabalhado por muito tempo em seu sistema oposição para permitir que o sábado seja facilmente rejeitado. Através dos tempos, ele aperfeiçoou uma série de sutis e falsos argumentos para reforçar a obediência a seu dia de contrafacção de adoração. Ele continua a odiar o sábado que identifica o verdadeiro Deus.
Apenas como nós expusemos estes ataques ao sábado do sétimo dia, somos capazes de compreender por que milhões continuam a observar o primeiro dia da semana, um dia para o qual não há apoio bíblico. Ninguém discorda com o significado da Lei escrita pela mão de Deus: “O sétimo dia é o sábado do Senhor. . . nele não farás nenhuma obra”. No entanto, milhões não a obedecem. Ninguém pode refutar a esmagadora evidência da origem pagã do domingo, mas milhões o guardam ao invés do sábado, claramente ordenado nos Dez Mandamentos. Por quê? Repito, a razão está enraizada nos argumentos inteligentes de Satanás, que criaram um clima de preconceito contra o santo sábado do Senhor. Vamos agora examinar algumas grandes falácias desses argumentos.

1º Grande Falácia – O Sábado foi feito apenas para os Judeus

Esta falsidade ganhou tal força que multidões de cristãos chamam isso de “Shabat – Sábado Judáico”. Mas em nenhum lugar encontramos tal expressão na Bíblia. Ele é chamado de “o sábado do Senhor”, mas nunca de “o sábado dos judeus” (Êxodo 20:10). Lucas era um escritor gentio do Novo Testamento e, muitas vezes se referiu a coisas que eram peculiarmente judaicas. Ele falou da “nação dos judeus”, “o povo dos judeus”, “a terra dos judeus” e a “sinagoga dos judeus” (Atos 10:22, 12:11, 10:39; 14:1). Mas, por favor, note que Lucas nunca se referiu ao “sábado dos judeus”, embora ele mencionasse o sábado repetidamente.
Cristo ensinou claramente que “o sábado foi feito para o homem” (Marcos 2:27). O fato é que Adão era o único homem na existência, no tempo que Deus fez o sábado. Não havia judeus no mundo pelo menos 2.000 anos após a criação. Ele nunca poderia ter sido feito para eles. Jesus usou o termo “homem” no sentido genérico, referindo-se à humanidade. A mesma palavra é usada em conexão com a instituição do casamento, que também foi introduzido na criação. A mulher foi feita para o homem como o sábado foi feito para o homem. Certamente ninguém acredita que o casamento foi feito apenas para os judeus. O fato é que duas lindas e originais, instituições foram criadas por Deus antes do pecado entrar no mundo – o casamento e o sábado – Ambas foram feitas para o homem, ambas receberam a bênção especial do Criador e ambas continuam a ser tão santas agora como quando foram santificadas no Jardim do Éden.
Também é interessante notar que Jesus foi quem fez o sábado na primeira semana de tempo. Havia uma razão para a sua afirmação de ser o Senhor do sábado (Marcos 2:28). Se Ele é o Senhor do sábado, então o sábado deve ser o dia do Senhor. João teve uma visão sobre “o dia do Senhor”, de acordo com Apocalipse 1:10. Aquele dia tinha que ser o sábado. É o único dia assim designado e reivindicado por Deus na Bíblia. Ao escrever os Dez Mandamentos, Deus chamou-lhe “o sábado do Senhor” (Êxodo 20:10). Em Isaías, Ele é citado como tendo dito: “meu santo dia” (Isaías 58:13).
Mas não devemos ignorar o fato de que esse Deus que criou o mundo e fez o sábado foi o próprio Jesus Cristo. João escreveu: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez…E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:1-3, 14).
Paulo claramente identificou Jesus como o Criador “. . . seu Filho amado: em quem temos a redenção… Porque nele foram criadas todas as coisas” (Colossenses 1:13-16).
Para os cristãos separar Jesus do sábado é um erro trágico. Pois Ele é o autor, o Criador, o Santificador, e o arquiteto do sábado. Desconsiderar a bênção que Ele colocou neste dia é negar a Sua autoridade.
Este argumento tem levado muitos a crer que o sábado existiu apenas durante um período limitado de tempo após a criação. Mas isso é um fato? Na verdade, o sábado nunca poderia ser apenas um tipo ou sombra de qualquer coisa, pela simples razão de que ele foi feita antes do pecado entrar na família humana. Certas sombras e observâncias típicas foram instituídas como conseqüência do pecado e apontavam para a libertação do pecado. Tais eram os sacrifícios empregados para simbolizar a morte de Jesus, o Cordeiro de Deus. Não teria havido nenhum sacrifício animal se não houvesse o pecado. Essas ofertas foram abolidas quando Cristo morreu na cruz, porque os tipos tinham encontrado o seu cumprimento (Mateus 27:51). Mas nenhuma sombra existiu antes do pecado entrar no mundo e, portanto, o sábado não poderia ser incluído na lei cerimonial de tipos e sombras.
Paulo se refere ao sistema temporário de ordenanças em Colossenses 2:14-16 como sendo “contra nós” e “contrário a nós.” Ele os amarrou a oferta de alimentos, libações, e festivais anuais da lei que foram “riscados”. É verdade que ele se refere também aos sábados no texto, mas tome cuidado e note que ele os chamou de “sábados que são sombras das coisas futuras”. Foram alguns dias de sábado destruídos na cruz? Sim, houve pelo menos quatro sábados anuais que aconteciam em certos dias fixos do mês, e que foram pregados à cruz. Eles eram sombras e exigiam carne específica e libações. Esses sábados anuais são descritos em Levítico 23:24-36 e, em seguida resumidos nos versos 37 e 38: “Estas são as solenidades do Senhor, que apregoareis para santas convocações, para oferecer ao Senhor oferta queimada, holocausto e oferta de alimentos, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio; além dos sábados do Senhor…”.As escrituras claramente diferenciam os sábados anuais, o sábado das sombras, e o sábado semanal. Os sábados cerimoniais foram apagados na cruz, tinham sido adicionados como uma conseqüência do pecado. Mas o sábado da lei dos Dez Mandamentos, foi santificado antes do pecado ser introduzido no mundo e mais tarde foi incorporado a grande lei moral escrita pelo dedo de Deus. Ele era eterno em sua natureza.

2º Grande Falácia – Basta guardar qualquer dia em sete

Com este argumento Satanás preparou o mundo para aceitar um substituto para o sábado que Deus tinha ordenado. Sobre as tábuas de pedra Deus escreveu a grande e imutável lei dos séculos. Cada palavra era séria e significativa. Nem uma linha era ambígua ou misteriosa. Pecadores e cristãos, cultos e incultos, não têm problema em entender as palavras simples e claras dos Dez Mandamentos. Deus explicou o que ele queria dizer. Ninguém tentou anular essa lei como muito complicada de compreender.
A maioria dos dez mandamentos começam com as mesmas palavras: “Não”, mas no coração da Lei encontramos o quarto mandamento que é introduzido com a palavra “Lembra-te”. Porque ele é diferente? Porque Deus estava ordenando chamar à memória algo que já existia, mas havia sido esquecido. Gênesis descreve a origem do sábado, com estas palavras, “ASSIM os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera,… abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera” (Gênesis 2:1-3).
Qual o dia que Deus abençoou e santificou? O sétimo dia. Como deve ser santificado? Descansando. Pode qualquer um dos outros seis dias ser santificado? Não. Por que? Porque Deus não ordenou descansar nesses dias, mas trabalhar. A bênção de Deus faz diferença? Claro que sim. É por isso que os pais orarm para que Deus abençoe seus filhos. Eles acreditam que isso faz diferença. O sétimo dia é diferente de todos os outros seis dias, porque tem a bênção de Deus.
Mais algumas perguntas: Por que Deus abençoe este dia? Porque Ele criou o mundo em seis dias. Era o aniversário do mundo, um memorial de um ato poderoso. Pode o memorial do sábado ser alterado? Nunca. Porque ele aponta para trás, para um fato consumado. 04 de julho é o Dia da Independência nos EUA. Pode ser mudado? Não. Porque a Declaração de Independência foi assinada em 04 de julho de 1776. Seu aniversário também não pode ser mudado. É um memorial de seu nascimento, que aconteceu em um dia definido. A História teria de acontecer novamente para alterar o seu aniversário, para mudar o Dia da Independência, ou para mudar o dia de sábado. Podemos chamar um outro dia de Dia da Independência, e podemos chamar a outro dia de sábado, mas isso não significa que seja assim.
Será que Deus sempre dá ao homem o privilégio de escolher seu próprio dia de descanso? Não, Ele não dá. Na verdade, Deus confirmou na Bíblia que o sábado foi resolvido e selado por sua própria escolha divina e não deve ser adulterado. Leia Êxodo 16 sobre a concessão do maná. Durante 40 anos, Deus operou três milagres a cada semana para mostrar a Israel que dia era sagrado. (1) Não caía maná no sétimo dia; (2) eles não podiam colher o maná durante a noite para o dia seguinte, pois ele se deteriorava; (3), mas quando eles guardavam o maná para o sábado, ele mantinha-se doce e fresco!
Mas alguns israelitas tinham a mesma idéia que muitos cristãos modernos. Eles sentiram que qualquer dia, em sete ficaria bem para o guardarem: “E aconteceu ao sétimo dia, que alguns do povo saíram para colher, mas não o acharam. Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?” (Êxodo 16:27, 28). Essas pessoas pensaram que qualquer outro dia podia ser guardado como o sábado. Talvez estavam planejando observar o primeiro dia da semana, ou algum outro dia que lhes fosse mais conveniente. O que aconteceu? Deus os encontrou e os acusou de quebrarem a sua lei colocando-se a trabalhar no sétimo dia. Deus diria a mesma coisa para aqueles que violam o sábado hoje em dia? Sim. Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre, Ele não muda. Deus deixou bem claro que, independentemente de seus sentimentos, aqueles que saem para trabalhar no sábado são culpados de violarem a Sua lei. Tiago explica que é pecado quebrar qualquer um dos Dez Mandamentos: “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei” (Tiago 2:10-11).

3º Grande Falácia – Não é possível localizar o verdadeiro sétimo dia

Essa é uma falácia que tem confortado muito na desobediência do quarto mandamento. Isso simplesmente não é verdade. Aqui estão quatro provas positivas que identificam o verdadeiro sábado de hoje:

1. Segundo as Escrituras, Cristo morreu na sexta-feira e ressuscitou no domingo, primeiro dia da semana.

Praticamente todas as igrejas reconhecem esse fato, observando o Domingo de Páscoa e a Sexta-Feira Santa. Aqui está a prova bíblica: “chegando a Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus;e tirando-o da cruz, envolveu-o num pano de linho, e pô-lo num sepulcro escavado em rocha, onde ninguém ainda havia sido posto. Era o dia da preparação, e ia começar o sábado” (Lucas 23:52-54).
Aqui está a prova de que Jesus morreu na véspera do sábado. Era o chamado “dia da preparação”, porque era a hora de se preparar para o sábado. Leiamos os próximos versículos: “E as mulheres que tinham vindo com ele da Galiléia, seguindo a José, viram o sepulcro, e como o corpo foi ali depositado. Então voltaram e prepararam especiarias e unguentos. E no sábado repousaram, conforme o mandamento” (Lucas 23:55-56).
Por favor note que as mulheres descansaram durante o sábado, “segundo o mandamento”. O mandamento diz: “O sétimo dia é o sábado”, por isso sabemos que eles estavam observando sábado. Mas o versículo seguinte diz: “Mas já no primeiro dia da semana, bem de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra revolvida do sepulcro” (Lucas 24:1-2).
Quão claramente estes três dias consecutivos são descritos para nós. Ele morreu sexta-feira, o dia da preparação, comumente chamado de Sexta-Feira Santa. Ele descansou no túmulo, no sétimo dia, sábado, “conforme o mandamento.” Depois, no domingo, primeiro dia da semana, o Domingo de Páscoa para muitos, Jesus ressuscitou dos mortos.
Quem pode localizar a Sexta-feira Santa ou o Domingo de Páscoa terá absolutamente nenhuma dificuldade em encontrar o verdadeiro sábado.

2. O calendário não foi alterado de modo a confundir os dias da semana.

Nós podemos ter certeza que o nosso sétimo dia é o mesmo dia, que Jesus observou quando Ele estave aqui. O Papa Gregório XIII fez uma mudança no calendário em 1582, mas ela não interferiu com o ciclo semanal. O nosso atual calendário gregoriano foi nomeado depois, quando ele fez aquela pequena alteração em 1582.
O que o Papa Gregório fez no calendário?
“Ao ser organizado o Calendário Gregoriano, notou o astrônomo Luiz Lílio que havia um atraso de dez dias, de acordo com os calendários existentes. Luiz Lílio deu conselhos ao Papa Gregório XIII, e este decidiu que o dia seguinte a 4 de outubro de 1582 se chamasse 15 de outubro. A mesma reforma foi ordenada por Carta Patente do Rei Henrique III e a segunda-feira, 20 de dezembro de 1592, sucedeu ao domingo 9, isto é, o dia seguinte a 9 de dezembro devia ser 10 e passou a ser 20. Houve protestos. Os protestantes não se conformaram com as decisões do Papa. Os ingleses concordam em 1572. Fazem suceder ao dia 2 do mês de setembro do referido ano, o dia 14, isto é, o dia 3 passa a ser dia 14, ficando todos os povos cristãos com um mesmo calendário, o Gregoriano.” – Itanel Ferraz, Segue-Me, p. 13.
Muito bem, o que ocorreu em outubro de 1582, nos países que fizeram tal mudança, foi o seguinte: Apanhe lápis e papel. Imagine fazer uma folhinha e escreva o título (que é o mês) outubro O ano é 1582. Escreva agora, em horizontal, os dias da semana, como encontrados em todas as folhinhas e calendários. dom. seg. ter. qua. qui. sex. sáb. Certo? Agora iremos transcrever, na íntegra, os numerais referentes a estes dias da semana, tais como foram em outubro de 1582. Então escreva debaixo da segunda-feira o número um. O número dois debaixo da terça. O três debaixo da quarta, e quatro debaixo da quinta-feira, e agora – note bem – escreva o número quinze debaixo da sexta-feira, e daí para frente, o número dezesseis em diante até completarem-se os 31 dias deste mês de outubro de 1582.
Notou o que aconteceu? Houve um pulo de 4 para 15, uma alteração nos números, mas não modificou absolutamente em nada a sequência semanal.
Em síntese, o que simplesmente aconteceu e é tão fácil compreender, foi que “quinta-feira, 4 de outubro, foi seguida de sexta-feira, dia 15. Daí resultou que, embora tivessem sido removidos certos dias do mês, a ordem dos dias da semana não se alterou. E é o ciclo da semana o que nos traz os dias de Sábado. Ao passarem os anos, as outras nações foram gradualmente adotando o Calendário Gregoriano no lugar do Juliano, como se chama o antigo. E cada nação, ao fazer a mudança, empregou a mesma regra de saltar dias do mês, sem tocar na ordem dos dias da semana.” – Francis D. Nichol, Objeções refutadas, pág. 28.
Quando guardamos o sábado do sétimo dia, estamos observando o mesmo dia que Jesus observou, e Ele fazia isso toda semana de acordo com Lucas 4:16.

3. A terceira evidência para o verdadeiro sábado é a mais conclusiva de todas. O povo judeu tem observado o sétimo dia desde a época de Abraão, e ainda o observa hoje.

Aqui está uma nação inteira – Milhões de indivíduos – que tem contado o tempo meticulosamente, semana após semana, com calendário ou sem calendário, a milhares de anos. Poderiam eles ter perdido a trilha?
Impossível. A única forma que poderiam ter perdido um dia teria sido toda a nação ter dormido 24 horas a mais e ninguém lhes dizer sobre isso mais tarde.
Não houve nenhuma mudança ou perda do sábado desde que Deus o criou em Gênesis. A origem da semana é encontrada na história da criação. Não há nenhuma razão científica ou astronômica para medir o tempo em ciclos de sete dias. É um arranjo arbitrário de Deus e foi miraculosamente preservado por uma razão: porque o santo dia de sábado aponta para o poder criativo do único Deus verdadeiro. É um sinal de Sua soberania sobre o mundo e sobre a vida humana, um sinal da criação e da redenção.
Não é esta a razão pela qual Deus irá preservar a observância do sábado por toda a eternidade? Nós lemos em Isaías 66:22, 23: “Pois, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, durarão diante de mim, diz o Senhor, assim durará a vossa posteridade e o vosso nome. E acontecerá que desde uma lua nova até a outra, e desde um sábado até o outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor” (Isaías 66:22-23).
O sábado é tão precioso para Deus que Ele terá o seu povo o observando na Nova Terra. Se é tão precioso para Ele, não deveria ser precioso para nós? Se nós vamos guardá-lo na eternidade, então, não deveríamos guardá-lo desde agora?
Em uma época de falsos deuses, da evolução ateísta, e das tradições dos homens, o mundo precisa do sábado mais do que nunca como uma prova de nossa lealdade para com o grande Deus Criador e um sinal de nossa santificação através do Seu poder.

4. Prova número quatro está no fato de que mais de cem línguas da terra usam a palavra “sábado” para o sábado.

Por exemplo, a palavra espanhola para o sábado é “Sábado”, que significa sábado. O que isso prova? Isso prova que quando as centenas de línguas se originaram no tempo, muito tempo atrás, o sábado era reconhecido como o dia de sábado e foi incorporado ao próprio nome do dia.

4º Grande Falácia – O sábado era apenas um memorial de Libertação do Egito

Essa idéia estranha é extraída de um único texto do Antigo Testamento e é distorcida para contradizer muitas declarações claras sobre a verdadeira origem do sábado. O texto encontra-se em Deuteronômio 5:14-15: “mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas; para que o teu servo e a tua serva descansem assim como tu. Lembra-te de que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia do sábado”.
Algumas pessoas supõe a partir deste texto que Deus deu o sábado como um memorial do Êxodo do Egito. Mas a história do Gênesis da instituição do sábado (Gênesis 2:1-3) e a redação do quarto mandamento de Deus (Êxodo 20:11) revela o sábado como um memorial da criação.
A chave para entender estes dois versos repousa na palavra “servo.” Deus disse: “Lembra-te de que foste servo na terra do Egito.” E na frase anterior a esta, os lembra “que o teu servo e a tua serva descansem assim como tu”. Em outras palavras, a sua experiência no Egito como servos iria lembrá-los a lidarem de forma justa com seus servos, dando-lhes o descanso sabático. Na mesma linha Deus ordenara: “Quando um estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o maltratareis… pois fostes estrangeiros na terra do Egito” (Levítico 19:33-34).
Não era incomum Deus relembrar a libertação do Egito como um incentivo para obedecerem aos outros mandamentos. Em Deuteronômio 24:17, 18, Deus disse: “Não perverterás o direito do estrangeiro nem do órfão; nem tomarás em penhor o vestido da viúva. Lembrar-te-ás de que foste escravo no Egito, e de que o Senhor teu Deus te resgatou dali; por isso eu te dou este mandamento para o cumprires”.
Nem o mandamento para serem justos nem o de guardar o sábado foi dado para lembrar o Êxodo, mas Deus lhes disse que a Sua bondade ao tirá-los do cativeiro constituiu um forte motivo adicional para que tratassem amavelmente seus servos e tratassem com justiça os estrangeiros e as viúvas.
Da mesma forma, Deus falou com eles em Levítico 11:45: “porque eu sou o Senhor, que vos fiz subir da terra do Egito, para ser o vosso Deus, sereis pois santos, porque eu sou santo”. Certamente ninguém insistiria que a santidade não existia antes do Êxodo, ou que seria sempre limitada apenas aos judeus, para relembrarem a sua libertação.

5º Grande Falácia – Guardar o domingo, em Honra da Ressurreição

É verdade que Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana, mas em nenhum lugar há o menor indício na Bíblia para alguém guardar esse dia. A base para a observância do sábado é o comando direto escrito pela mão de Deus.
Muitos eventos maravilhosos ocorreram em determinados dias da semana, mas não temos ordem de guardá-los como santos. Jesus morreu por nossos pecados na sexta-feira. Isso é provavelmente o evento mais significativo em toda a história registrada. Ele marca o momento que minha sentença de morte foi comutada e a minha salvação garantida. Mas nenhum texto bíblico sugere que devemos observar este dia de tamanha importância.
Foi um momento dramático, quando Jesus ressuscitou dos mortos, naquela manhã de domingo, mas não há um traço de evidência bíblica de que devemos observá-lo em honra da ressurreição. Não há nenhum exemplo da observância do domingo encontrado registrado nas Escrituras.
Há, naturalmente, um memorial da ressurreição ordenado na Bíblia, mas não é a guarda do domingo. Paulo escreveu: “Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:4).
O Batismo é o memorial da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. Aqueles que acreditam que a observância do domingo honra Sua ressurreição citam a reunião dos discípulos no cenáculo no mesmo dia que Ele ressuscitou dos mortos. Para eles esta reunião foi para celebrar a Sua ressurreição. Mas quando lemos o relato bíblico do evento, descobrimos que as circunstâncias eram bem diferentes. Lucas nos diz que, embora os discípulos foram confrontados com a história do testemunho ocular de Maria Madalena, eles “não acreditaram”. “Depois disso manifestou-se sob outra forma a dois deles que iam de caminho para o campo, os quais foram anunciá-lo aos outros; mas nem a estes deram crédito. Por último, então, apareceu aos onze, estando eles reclinados à mesa, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem dado crédito aos que o tinham visto já ressurgido” (Marcos 16:12-14).
Obviamente, nenhum desses discípulos que estavam no cenáculo acreditaram que Ele havia ressuscitado, então eles não poderiam estar ali reunidos alegremente celebrando a ressurreição de Jesus. João explica a razão para estarem reunidos com estas palavras: eles estavam “reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus” (João 20:19).
Assim, temos analisado os principais argumentos usados contra a observância do santo Sábado de Deus. Nenhum desses argumentos fornece um traço de evidência de que Deus mudou de opinião sobre o sábado. Quando ele escreveu a palavra “lembrar” ao quarto mandamento, era em referência ao mesmo sétimo dia que aparece em nosso calendário de parede. Nem os homens nem os demônios podem diminuir a validade dessa eterna lei moral. Que Deus conceda a cada um de nós a coragem para honrar o mandamento do sábado como um teste especial do céu ao nosso amor e lealdade. Como nós descobrimos, quando Jesus voltar, vamos guardar esse mesmo sábado com Ele, na eternidade. Amém; vem, Senhor Jesus !
Texto de autoria de Joe Crews publicado no site Amazing Facts. Crédito da Tradução: Blog Sétimo Dia http://setimodia.wordpress.com/
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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Os Gentios e a Lei


Mostrando indisfarçável aversão pela lei divina, alguns citam Romanos 2:14, isolando a expressão “os gentios que não tem lei”, para concluir erroneamente que a lei só fora dada a Israel, e que os gentios não precisam de lei. Ora, a Bíblia diz justamente o contrário, e preferimos crer nela. Em Isaías 56, por exemplo, lemos as grandes promessas feitas por Deus aos gentios que se unissem ao Seu concerto e guardassem o Sábado.
Note-se que o capítulo se refere à dispensação cristã, quando “a salvação está prestes a vir e a justiça a manifestar-se”. Leia Números 15:15. E Gálatas 3:29, afirma que os cristãos são descendentes de Abraão e herdeiros conforme a promessa.
A Escritura também não diz que Deus o é dos gentios? – “E porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente.” (Romanos 3:29). No entanto, esse Deus, reiteradamente é denominado “Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó”. Todas as bênçãos divinas foram transferidas para o gentilismo: o concerto, a lei, o evangelho, tudo, em fim. Somos o Israel espiritual.
Para compreender realmente Romanos 2:14, leiamos o verso 11 ao 16, e veremos que o apóstolo faz interessantes afirmações.
1.ª – Que Deus não faz distinção de homens (pois só tem um padrão de julgamento: a Sua santa Lei. Sejam judeus ou gentios).
2.ª – Que os que pecaram, mesmo não conhecendo a lei, perecerão. Notem bem: perecerão (porque o salário do pecado é a morte). Não se diz que se salvam pela consciência da lei.
3.ª – Que os que pecaram, conhecendo a lei, por ela serão julgados. (Logo, não foi abolida porque será norma de julgamento). Paulo diz isso em sentido genérico, não restrito aos judeus. E os que forem julgados por ela, sendo achados em falta, necessariamente serão condenados, pois a transgrediram.
4.ª – O verso 13 estabelece um cortejo entre os que “ouvem” e os que “praticam” os preceitos divinos. (compare com Tiago 1:22 a 26). E o apóstolo conclui que somente os últimos, os praticantes alcançam a justificação, e isto porque a sua fé os levou a obedecerem ao padrão do Céu.
5.ª – Os versos 14 à 16 em conjunto revelam que ninguém escapa ao julgamento de Deus, que julgará os segredos dos homens. Não escaparão nem mesmo os que não tendo lei, julgam a praticar “as coisas que são da lei” sob o tríplice testemunho do coração, da consciência e do pensamento.
Note-se a que alusão a “gentios” é motivada pelo contraste que Paulo estabelece na impenitência dos judeus. A tese forçada de que a lei não é necessária aos gentios, encontra o seu desmentido especialmente nos versos 12 e 13. É só ler com atenção e entendimento.
Milton C. Wilcox faz judicioso comentário deste assunto, que reproduzimos:
“A lei divina é uma só. O pagão que a tinha, ou supunha tê-la em sua capacidade, certamente julgava-se bem com a consciência mesmo nos tempos em que podia ter uma multidão de esposas. Àquele tempo ele podia praticar outras coisas que as próprias convenções da época não permitiriam – e que a luz da Palavra de Deus sem dúvida condenaria – tal como se deu com Abraão e Jacó. Mas sentiam-se bem com a consciência. A lei escrita em seus corações de início não constituía um conhecimento completo, senão um princípio de agir correto. Assim se expressa Deus em II Crônicas 16:9: “Os olhos do Senhor passam por toda a Terra para mostrar-Se forte com aqueles cujo coração é perfeito para com Ele.” – Milton C. Wilcox, Guestions Answered, pág. 96.
Isto é o que Deus requer – afeição perfeita, perfeito coração. A força “propulsora” do homem é a sua afeição, seu amor, mesmo que seu conhecimento seja pouco.
Mesmo que se manifeste apenas um raio de luz do trono de Deus, este raio de luz domina a sua vida, e o homem que se submete a ele é aceito por Deus. Mesmo tendo um conhecimento parcial da verdade, vive ele de acordo com a luz que possui.
O pagão que tem pequena luz, sem dúvida submete-se a toda luz, quando esta lhe for revelada, e alegremente submeter-se-á aos mandamentos divinos. Para ele é somente questão de revelação para confirmar o que já está no coração. E este amor é abonado pelo Mestre para ‘obediência da lei’.
Porém aquele que tem o conhecimento da Lei de Deus, expressa nos dez mandamentos, e ainda se submete ao pecado, por pequeno que seja, repele a luz. Se persistir nessa prática, será rejeitado por Deus. [veja também em Próximos do Fim: O pecado imperdoável].
Concluir que os gentios não precisam de lei, seria admitir que eles não pecam, não precisam de revelação, não precisam de Deus. E se os gentios que não conheceram a lei, dispensam-na e se julgam pela consciência – como querem alguns – também, pelo mesmo raciocínio, os gentios que não conhecem o evangelho podem dispensá-lo pelas mesmas razões. Por aí se vê a debilidade do argumento.
Nada, absolutamente nada prova que a lei fora dada exclusivamente os judeus, mas o que a Bíblia claramente revela é que Deus de modo especial honrou a Israel fazendo daquele nação Seu povo escolhido e depositário de Sua lei. (Romanos 9:4). Era objetivo de Deus que Israel tornasse conhecida a Sua vontade expressa na lei, a todas as demais nações. Leia ainda Deuteronômio 4:6 a 8; Romanos 3:1 e 2. E quando os gentios aceitaram a religião de Israel, também se sujeitaram à Lei de Deus. (Números 15:15 e 16; Isaías 56:6 a 8).
Deus proferiu Sua lei santa, no monte Sinai, ao seu redor estavam os judeus. Também ao redor de Cristo, no sermão do Monte, só havia judeus… Mas as bênçãos da Lei e do Evangelho se estenderam aos gentios. Graças a Deus, pelo Seu Dom inefável!
Por onde se vê a citação de Romanos 2:14 saiu às avessas, porque Paulo prova justamente o contrário, a validade da lei e sua extensão aos gentios. Dizem que “pregar a lei ao povo remido é um insulto e uma ofensa à igreja de Deus”! Calma, gente. Então que grandes insultadores foram Cristo, Paulo Tiago e João!!! E Wesley, Moody, Barnes, Clarke e outros. E Taylor, que disse ser “uma bênção se cada púlpito trovejasse a voz divina ao Decálogo, porque a lei é o aio que conduz a Cristo”? E os milhões de cristãos obedientes ao divino padrão? – O nosso zelo nos leva afirma: insultadores, na verdade, são os que desprezam a Lei de Deus, pisam os seus preceitos, ou os que negam deliberadamente. Examine-se cada um a si mesmo.
Livre da Lei do Marido.
É comum citarem o começo do capítulo 7 da epístola aos Romanos (o símile da mulher casada e a lei), para concluir desastradamente pela ab-rogação da lei divina. É realmente deplorável que ajam com tal subtileza. É lastimável que cheguem a uma conclusão inteiramente contrária à que o próprio Paulo chegou, conclusão que pode ser encontrada especialmente nos versículos 7, 12, 14 e 22: “porque eu não conhecia a concupiscência se a lei não dissesse: Não cobiçarás… E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom… bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado… consinto que a lei é boa… Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na Lei de Deus.”
Inevitável é admitir que a conclusão paulina é inteiramente a favor da lei, e não contra. É de exaltação ao padrão divino, e não de desprezo. Paulo amava a Lei de Deus. Fazia elogios à ela. Exaltava-a, como bom cristão que era. Vamos estudar o tópico de Romanos 7, sem idéias preconcebidas. O que Paulo está explanando neste capítulo? O mesmo assunto dos capítulos precedentes e subseqüentes: o homem carnal – escravo do pecado – incapaz de salvar-se por si e que deverá encontrar a salvação pela graça de Deus em Cristo Jesus.
Notemos que Paulo estabelece a premissa: “a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo em que vive”. (Romanos 7:1). Na mesma epístola, em vários lugares, ele demonstra que o pecador, por ter transgredido a Lei de Deus, está sob o domínio do pecado. Em outras palavras, nossa velha natureza pecaminosa – que Paulo define como “o homem velho”, exerce domínio sobre nós. Por isso declarou o apóstolo sobre o seu estado anterior: “o que quero, isso não faço, mas o que aborreço isso faço”. (versículo 15). Quis ele dizer que nós, por nós mesmos, não podemos nos livrar do domínio do pecado.
Como nos libertaremos, então, do “velho homem” que nos mantém em sujeição?
Somente pela morte desse “velho homem”, ou seja, pela nossa conversão, porque assim, pela conversão, a nossa velha natureza é crucificada. Leia Romanos 6:6. Mas, não é bastante a morte do “homem velho”; é necessário o nascimento do “novo homem”. (Romanos 6:4)
No caso em tela, Paulo refere-se a esta mudança que se opera no homem, e para ilustrá-la convenientemente, usa o símile de um matrimônio. Nesta comparação, há 4 partes principais: uma mulher, seu primeiro marido, seu segundo marido, e a lei do matrimônio. Leia atentamente Romanos 7: 2 e 3.
A mulher representa aí o pecador, ligada ao primeiro marido, ou seja o “homem velho” com suas paixões e cobiças, ao qual está ligado pela lei: porém não pela lei em si, mas o seu objeto, o que estabelece e aponta: o pecado. E para desfazer qualquer idéia equívoca a esse respeito, Paulo apressa-se em advertir incisivamente: “É a lei pecado? De modo nenhum.” (versículo 7). Enquanto o “homem velho” viver, está ligado à “mulher”, que a ele se sujeita. Se morre o “marido”, então o pecador se livra da condenação da lei, tornando-se um “novo homem”, quer dizer, ligando-se a Cristo, o novo marido.
O primeiro ponto importante, nesta ilustração, é que Paulo não está falando da morte da lei, mas da morte de um marido. E nem haveria objetivo na ilustração, se a lei fosse morta, pois se o fosse, nada haveria que prendesse a esposa a seu marido. E também qualquer referência a adultério seria inadmissível (verso 4). Como haveria a possibilidade de adultério – que é a transgressão de um mandamento da Lei de Deus – se a lei que o capítula fora morta? Meditem bem nisso leitores. Vejam a confusão em que se metem os torcedores do sentido claro das Escrituras.
A lei do matrimônio não fica abolida, pela morte de um marido. A aplicação paulina é a vida do homem que se converte do pecado para a justiça. A primeira parte do verso 4 é claríssima. É só ler com entendimento. Fomos crucificados com Cristo. Seu corpo foi crucificado vicariamente por nós. Toda a exigência condenatória da lei sobre o nosso “homem velho” cessa com a morte de tal “homem”. Assim estamos livre da condenação, e podemos estar casado com Cristo. Então “demos fruto para Deus”.
E ainda se deve considerar o seguinte: se o estar “livre da lei” (verso 6) se refere à morte da lei – como ensinam alguns – então estaria Paulo fazendo horrível confusão na própria analogia do casamento, e contradizendo irremediavelmente as afirmações literais do mesmo contexto. Mas não é assim. Ele fala da morte de um marido, e pela aplicação, refere-se à nossa morte. O verso 4 não diz que a lei está morta, mas nós é que estamos mortos para a lei (pois ela não nos pode mais condenar, em virtude do nosso casamento com Cristo).
A expressão “morremos para aquilo em que estávamos retidos”, claramente refere-se à nossa natureza pecaminosa. O pecado, agindo mediante a nossa natureza corrupta, era o que nos retinha. (versos 24 e 25). E acrescente-se que o original diz “tenho morrido” ou “estando mortos”, o que reforça e esclarece ainda mais o pensamento do apóstolo.
Os eruditos Jamieson, Fausset e Brown assim concluem: “A morte aí referida, como vimos, não é da lei, mas a nossa, e isso mediante a união com o Salvador crucificado.” – Assim entendem os sinceros estudiosos do Livro Santo.
Muitos englobam em “mandamentos” todas as ordens, mandados, admoestações e diretrizes dos apóstolos, confundindo-os com os mandamentos da Lei de Deus.
Não há dúvida que houve “mandamento” de profetas, de Cristo, de Paulo, de Pedro e de outros. Muitos deles restritos ou para serem cumpridos por certos grupos, igrejas ou pessoas sob certas circunstâncias. Mas para o pesquisador sincero, é óbvio que tais “mandamentos” nada têm a ver com o Decálogo, e nivelá-los com a eterna Lei de Deus, denota incompreensão da revelação bíblica.
Nada melhor que o contexto para esclarecer a que se referem os mandamentos. E com espírito despido de conceitos pré-firmados, com simplicidade e dentro da exata contextuação é que podemos ser guiados pelo Espírito na compreensão da Palavra de Deus.
A. B. Christianini, Subtilezas do Erro, 2.ª ed., 1981, pág. 139.
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A Lei e os Profetas Duraram Até…(?)

Os bons e sinceros cristão que militam hoje sob as mais diversas bandeiras denominacionais, ainda que não descobriram a verdade sobre a Lei de Deus em seu esplendor magno, admitem e crêem que ela findou na cruz, estribando-se para isso em Colossenses 2:14 – “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e atirou do meio de nós, cravando-a na cruz.”
Por outro lado, há também os que ensinam que a Lei durou até a posteridade que é Cristo (Gálatas 3:16). E outros, mais afoitos, afirmam que o fim da Lei se deu com o advento de João Batista, e para tanto citam: “A lei e os profetas duraram até João” – Lucas 16:16. Deduzimos daí, lamentavelmente, que os adeptos da abolição da Lei de Deus sequer chegam a um acordo mútuo, uma unidade. Se houve três abolições intercaladas no tempo, qual deve basear-se o crente para firmar sua fé?
A coluna basilar para uns é que foi até João, para outros findou com Jesus. Como é isso? Afinal, quando foi exatamente que a Lei de Deus foi “abolida”, ou “cessou de vigorar”? Porque a premissa lógica é que, “se durou até João, já estava abolida e nada mais teria Jesus que abolir”.
Novamente lembramos, quando quiser descobrir a verdade que o versículo bíblico quer ensinar, não o isole do contexto, nem se sirva dele separadamente, para não comprometer-se a um grande engano. Porque se ensinam que depois de João não houve mais profetas, é uma heresia tal ensinamento e este verso jamais financiou tal afirmativa. Por exemplo:
• Atos 2:17 e 18 – “E nos últimos dias acontecerá diz o Senhor, que do Meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e vossas filhas profetizarão… e também sobre os Meus servos… e profetizarão.”
• Atos 19:6 – “E impondo-lhes as mãos… profetizaram.”
• Atos 21:9 e 10 – “E tinha este quatro filhas donzelas, que profetizavam. E demorando-nos ali… chegou da Judéia um profeta por nome Agabo.”
• I Coríntios 14:29 e 32 – “E falem dois ou três profetas… E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.”
Pela leitura destes textos do Novo Testamento, fica comprovado que depois de João Batista houve profetas, efetivamente. Quanto à existência e permanência da Lei de Deus após João é uma evidente afirmação. Veja: depois de Lucas registrar – “A lei e os profetas duraram até João…”, um moço rico procurou a Jesus com as palavras, conhecidas: “… Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?” (Mateus 19:16). Resposta de Jesus: “Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mateus 19:17).
Estas palavras são do Mestre e ninguém pode negar que estes mandamentos são do Decálogo, porque Jesus definiu dizendo para o jovem: “Não matarás; não cometerás adultério; não furtarás; não dirás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe” (Mateus 19:18 e 19).
→ Aqui entram cristãos com o dedo apontado, afirmando que Jesus cancelou o Sábado porque não o repetiu para o moço rico guardar.
Ξ Então nós respondemos: Se por Jesus ter omitido – “Lembra-te do Sábado para o santificar”, Jesus o cancelou, então o Mestre fez pior, ao omitir a proibição daquilo que é repulsivo para Ele próprio e para Seu Pai, que é a idolatria, admitindo a negação do próprio Deus. Porque Jesus também não recitou para o moço – “Não terás outros deuses diante de Mim; não farás para ti imagens de esculturas.”
→ Agora perguntamos: Por essas omissões tais cristãos deixaram de adorar a Deus? Terão ídolos? Lógico que não! Então porque aceitar uma declaração e negar a outra? É coisa seria entrar na vida eterna, e a condição foi estipulada e estabelecida por Cristo: obediência aos Dez Mandamentos. Se a Lei foi abolida, ou vigorou até João Batista apenas, porque ordenaria Cristo a obediência a esta Lei “abolida”? E têm mais: como poderia estabelecer a guarda dela como norma para entrar na vida eterna, já que Ele “veio para mudar ou abolir”? Considere isso.
Antes de prosseguir, deixe-nos dizer-lhe por que Cristo citou apenas parte dos Dez Mandamentos para o jovem. Jesus estava diante de um israelita guardador do Sábado, como os demais judeus. Para eles este mandamento era o de maior valor, porque eram desamorosos e avarentos. Eram de fato extremosos na guarda do Sábado, porém falhavam abertamente noutros pontos; por isso Jesus focalizou apenas o que negligenciavam. Quanto ao Sábado, estavam certos, é o dia de guarda, não precisaria relembrar-lhes.
Jesus referindo-se aos doutores da Lei, disse: “Observai pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras , porque dizem e não praticam” (Mateus 23:3). Ora, o Mestre sabia que os ensinamentos dos sacerdotes concernentes com à Sua Lei eram certos, apenas praticavam errado, ou seja, guardavam a letra.
Então, como entender o versículo de Lucas 16:16 que menciona: “A Lei e os profetasduraram até João”? Volte ao texto; leia-o. Verifique com cuidado e bastante atenção como está grifada a palavra “duraram”. Observou? Está grifada no texto, isto é, escrita com as letras de forma diferente das demais, um pouco inclinadas. O que isso quer disser? É para chamar a atenção que o tradutor não encontrou no original grego esta palavra, apenas a empregou por considerar a melhor para complementar o sentido do verso. Todas as palavras grifadas, encontradas na Bíblia, não constam do original.
Ξ Agora, leia Mateus 11:13: “Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.” – Agora sim, está clara e explícita a verdade que Jesus queria ensinar.
A “lei e os profetas” formam uma expressão que designa os ensinos do Antigo Testamento (João 1:45), incluindo o Pentateuco e os escritos de todos os profetas, porque “os escritos do Antigo Testamento constituíam o primeiro guia do homem para a salvação. Estes escritos eram tudo que os homens tinham em matéria de revelação. O evangelho veio, não para abolir os escritos antigos, mas para suplementá-los, reforçá-los e confirmá-los.
O evangelho veio, não para ser colocado no lugar do Antigo Testamento, mas em acréscimo a ele.” (Subtilezas do Erro, pág. 97, A. B. Christianini – CPB)
Logo, quis o Mestre dizer que até João Batista todas as Escrituras dos profetas, referentes à Sua primeira vinda contidas nos livros do Antigo Testamento, com o Seu advento, batismo e ministério, enfim as profecias referentes a Sua vinda encontraram cumprimento in-loco.
Até João Batista, a lei e os profetas (escritos do Antigo Testamento) indicavam, através da palavra escrita, dos símbolos e do sistema sacrifical (sombras de Jesus), o tempo em que o reino de Deus seria anunciado, e, de fato, com a pregação do reino, novo tempo raiava. O próprio João Batista afirmava: “… arrependei-vos porque é chegado o Reino dos Céus…” (Mateus 3:2).
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domingo, 31 de outubro de 2010

POR QUE, DEUS DISSE, LEMBRA-TE?

O que ele poderia fazer?

Inúmeras pesquisas e questionários confirmaram que a forma mais popular do ceticismo moderno é negar a história da criação. Setenta e dois por cento dos ministros entrevistados expressaram diferentes graus de dúvida de que Deus realmente falou e o mundo veio à existência de acordo com o relato bíblico. Esta descrença fundamental levou à rejeição de outras doutrinas fundamentais do cristianismo, como o nascimento virginal e a expiação.
É interessante notar que Deus aparentemente antecipou muita controvérsia sobre o registro da criação e sua alegação de criar toda a impressionante massa da matéria apenas ordenando que ela existisse – bem, certamente que haveriam céticos e descrentes de tais fatos, mesmo aqueles que leram sobre isso e acreditaram que iriam esquecer tão cedo o fato miraculoso sob a influência desconcertante de um milhão de falsos deuses, que poderiam surgir.
Então Deus precisava fazer algo incomum para preservar o conhecimento do seu poderoso ato da criação. Esse poder de chamar o céu e a terra à existência que O diferencia de todos os deuses e suas falsas alegações enganosas. O que Ele poderia fazer que constantemente apontasse à humanidade voltar-se para a semana da criação, quando Ele estabeleceu para sempre a Sua autoridade divina?

Criação – A Marca da Soberania de Deus

Deus escolheu lembrá-los de forma convincente do Seu poder criador, pondo de lado o sétimo dia da semana da criação, como um dia sagrado de descanso e recordação. Isso constituiria uma tremenda salvaguarda da soberania de Deus - uma marca de Seu direito de governar como o único Deus verdadeiro. Isto iria, ao mesmo tempo, se mostrar como um devastador desmascaramento de todos os deuses que não haviam criado os céus e a terra.
Os escritos dos profetas do Antigo Testamento estão saturados com lembretes dos poderes peculiares da criação de Deus. Davi escreveu: “Porque todos os deuses dos povos são ídolos, mas o Senhor fez os céus” (Salmo 96:5). Jeremias expressou isso: “Mas o Senhor é o verdadeiro Deus; ele é o Deus vivo…Os deuses que não fizeram os céus e a terra, esses perecerão…Ele fez a terra pelo seu poder” (Jeremias 10:10-12).
Será que o próprio Deus demonstrou uma extrema urgência em manter a verdade da criação viva diante dos olhos do mundo? Sim. A tal ponto que Ele escreveu no coração de Sua grande lei moral à obrigação vinculativa de toda alma vivente de santificar o sábado e, assim, reconhecer a Sua autoridade divina. Dentro desses princípios eternos que constituem o fundamento de Seu governo e refletem o Seu caráter perfeito, Deus escreveu estas palavras: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum…Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há…por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou” (Êxodo 20:8-11).
Que ato para destacar o onipotente trabalho da criação! Uma vez por semana, enquanto a Terra gira sobre seu eixo, o lembrete do sábado iria viajar ao redor da terra atingindo cada homem, mulher e criança com a mensagem de uma criação instantânea. Por que Deus disse Lembra-te? Porque esquecer o sábado é esquecer o Criador também.

Conversão - Poder Criativo no Trabalho

Paralelo ao relato de uma criação física, encontramos o registro do poder de Deus para recriar o coração humano. Evidentemente, os dois processos derivam da mesma fonte onipotente.É requerido tanto poder para efetuar a conversão ou recriação quanto chamar alguma coisa à existência na criação. Disse o apóstolo: “E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4:24). Desde que o novo nascimento é a mais básica marca de identificação do crente justificado, não é nenhuma maravilha que os escritores da Bíblia constantemente nos lembrem do poder criador que distingue o Deus verdadeiro de todas as falsificações. Apontando para além do mero fato de uma criação física, Deus pronunciou estas palavras, também, “E também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles; para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica” (Ezequiel 20:12).
Por favor note que o sábado foi santificado para ser a marca de um povo santificado. A palavra “santificar”, significa pôr de lado para uso sagrado (um dia que falava do poder criador de Deus), também servia como um lembrete que Deus também pode separar pessoas para um uso santo através da regeneração ou recriação.
À luz desses fatos, é fácil entender por que o diabo tem travado uma contínua e desesperada batalha contra o sábado do sétimo dia. Por quase seis milênios ele tem trabalhado através do orgulho da tradição, desinformação e fanatismo religioso para destruir a santidade do especial sinal da autoridade de Deus – o sábado.
Como uma marca do direito de Deus governar, o sábado desafiou a jactância de Satanás de que tomaria o lugar de Deus. Disse o adversário: “Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono… e serei semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14:13-14). Satanás realmente queria ser adorado. Para isso, ele tinha que anular o título de Deus como Soberano. A autoridade de Deus repousava sobre sua alegação de ser o Criador, e o sábado era a marca dessa autoridade. Destruindo o sábado, Satanás queria preparar o caminho para criar um governo de contrafação, baseado em falsas alegações de autoridade, simbolizado por um dia de contrafação de culto.

A Batalha pela Autoridade

É fascinante olhar para trás ao longo dos tempos e ver o desenrolar da grande controvérsia entre Cristo e Satanás. O contexto foi sempre focado sobre a questão da autoridade.
A estratégia do maligno tem sido um ataque em duas frentes sobre a alegação de Deus ser o Criador. Primeiro, pela teoria da evolução com a sua doutrina humanista da seleção natural. Em segundo lugar, por um esforço secular para destruir a observância do sábado do sétimo dia, a marca do Seu poder criativo.
Nós só podemos dizer de passagem que cada uma dessas tentativas infernais para desacreditar a autoridade de Deus produziu um amargo sucesso além de qualquer expectativa. Milhões foram transformados em céticos religiosos e agnósticos, devido a doutrina de Darwin da evolução orgânica.Negando qualquer queda do homem que exigiria um Salvador do pecado, a evolução golpeou o plano da redenção, assim como o fato da criação.
Em uma veia similar, os ataques de Satanás sobre o sábado, levaram milhões a desobedecerem ao único mandamento do Decálogo que Deus havia feito um teste específico de obediência à lei inteira.
Um bom plano de subverter a lealdade de milhões de pessoas que se dedicavam ao verdadeiro Deus exigia uma obra-prima da estratégia satânica. Levaria tempo. Implicaria em séculos de engano. Não haveria volta dramática de servir a Deus servindo a Satanás. O segredo seria o de ganhar a obediência por meio de subterfúgios religiosos. Satanás entendeu o princípio de Romanos 6:16 muito antes de Paulo escrever as palavras “Não sabeis que daquele a quem vos apresentais como servos para lhe obedecer, sois servos desse mesmo a quem obedeceis”. A obediência é a maior forma de lealdade e adoração. Se Satanás pudesse criar uma questão que levasse as pessoas a desobedecerem a Deus, ele teria ainda uma chance de ganhar a obediência delas à sua causa. A disputa decisiva teria lugar em relação à lei de Deus. Ela constituia o fundamento do governo de Deus. Como Satanás poderia destruir a confiança na Lei e fazer as pessoas obedecerem a ele ao invés dela? E qual mandamento ele deveria atacar? Obviamente, aquele que apontava para o poder criador de Deus e Seu direito de governar. Como o sinal de identificação do verdadeiro Deus, o sábado tem sido sempre um objeto do ódio satânico.
Deus tinha escolhido o sábado como um teste de lealdade à Sua lei no Antigo Testamento: “Que eu possa prová-los”, disse o Senhor, “se andam em minha lei ou não” (Êxodo 16:4).

O Ponto de Teste, da Lei

Uma vez que Deus havia feito do sábado o ponto de teste de todos os Dez Mandamentos, Satanás determinou a fazer dele o gigantesco problema dos séculos. Ao destruir o sábado, Satanás estaria preparado para lançar seu super plano de reivindicar obediência a um dia de contrafacção de adoração. Manipulando a fraqueza de um cristianismo comprometido que tinha lentamente aderido às influências pagãs, Satanás cria sua obra prima – Uma Igreja-Estado Mundial – que impiedosamente cumpriria seu sistema de contrafacção de adoração.
Por mais de mil anos, começando com a conversão do Imperador pagão Constantino, a história negra da apostasia se desenrolava. Por pouco o primeiro ato do imperador recém-professo cristão era fazer uma lei contra a guarda do sábado e instituir outras leis que exigiam repouso no primeiro dia da semana, um feriado pagão dedicado à adoração do sol.
Não vamos nos alongar, neste momento, sobre a história bem documentada dos concílios da igreja papal, que reforçaram a observância do domingo pagão sob pena de morte. Os fatos são bem conhecidos para aqueles que estão dispostos a pesquisar os registros com uma mente aberta. Durante os séculos IV e V, o primeiro dia da semana, foi exaltado por decreto papal para deslocar o verdadeiro sábado da Bíblia.
Infelizmente, os preconceitos e informações falsas, levaram milhares de cristãos a fecharem os olhos à esmagadora evidência histórica desta substituição. As raízes de seus preconceitos não são difíceis de identificar. Satanás tem trabalhado por muito tempo em seu sistema oposição para permitir que o sábado seja facilmente rejeitado. Através dos tempos, ele aperfeiçoou uma série de sutis e falsos argumentos para reforçar a obediência a seu dia de contrafacção de adoração. Ele continua a odiar o sábado que identifica o verdadeiro Deus.
Apenas como nós expusemos estes ataques ao sábado do sétimo dia, somos capazes de compreender por que milhões continuam a observar o primeiro dia da semana, um dia para o qual não há apoio bíblico. Ninguém discorda com o significado da Lei escrita pela mão de Deus: “O sétimo dia é o sábado do Senhor. . . nele não farás nenhuma obra”. No entanto, milhões não a obedecem. Ninguém pode refutar a esmagadora evidência da origem pagã do domingo, mas milhões o guardam ao invés do sábado, claramente ordenado nos Dez Mandamentos. Por quê? Repito, a razão está enraizada nos argumentos inteligentes de Satanás, que criaram um clima de preconceito contra o santo sábado do Senhor. Vamos agora examinar algumas grandes falácias desses argumentos.

1º Grande Falácia – O Sábado foi feito apenas para os Judeus

Esta falsidade ganhou tal força que multidões de cristãos chamam isso de “Shabat – Sábado Judáico”. Mas em nenhum lugar encontramos tal expressão na Bíblia. Ele é chamado de “o sábado do Senhor”, mas nunca de “o sábado dos judeus” (Êxodo 20:10). Lucas era um escritor gentio do Novo Testamento e, muitas vezes se referiu a coisas que eram peculiarmente judaicas. Ele falou da “nação dos judeus”, “o povo dos judeus”, “a terra dos judeus” e a “sinagoga dos judeus” (Atos 10:22, 12:11, 10:39; 14:1). Mas, por favor, note que Lucas nunca se referiu ao “sábado dos judeus”, embora ele mencionasse o sábado repetidamente.
Cristo ensinou claramente que “o sábado foi feito para o homem” (Marcos 2:27). O fato é que Adão era o único homem na existência, no tempo que Deus fez o sábado. Não havia judeus no mundo pelo menos 2.000 anos após a criação. Ele nunca poderia ter sido feito para eles. Jesus usou o termo “homem” no sentido genérico, referindo-se à humanidade. A mesma palavra é usada em conexão com a instituição do casamento, que também foi introduzido na criação. A mulher foi feita para o homem como o sábado foi feito para o homem. Certamente ninguém acredita que o casamento foi feito apenas para os judeus. O fato é que duas lindas e originais, instituições foram criadas por Deus antes do pecado entrar no mundo – o casamento e o sábado – Ambas foram feitas para o homem, ambas receberam a bênção especial do Criador e ambas continuam a ser tão santas agora como quando foram santificadas no Jardim do Éden.
Também é interessante notar que Jesus foi quem fez o sábado na primeira semana de tempo. Havia uma razão para a sua afirmação de ser o Senhor do sábado (Marcos 2:28). Se Ele é o Senhor do sábado, então o sábado deve ser o dia do Senhor. João teve uma visão sobre “o dia do Senhor”, de acordo com Apocalipse 1:10. Aquele dia tinha que ser o sábado. É o único dia assim designado e reivindicado por Deus na Bíblia. Ao escrever os Dez Mandamentos, Deus chamou-lhe “o sábado do Senhor” (Êxodo 20:10). Em Isaías, Ele é citado como tendo dito: “meu santo dia” (Isaías 58:13).
Mas não devemos ignorar o fato de que esse Deus que criou o mundo e fez o sábado foi o próprio Jesus Cristo. João escreveu: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez…E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:1-3, 14).
Paulo claramente identificou Jesus como o Criador “. . . seu Filho amado: em quem temos a redenção… Porque nele foram criadas todas as coisas” (Colossenses 1:13-16).
Para os cristãos separar Jesus do sábado é um erro trágico. Pois Ele é o autor, o Criador, o Santificador, e o arquiteto do sábado. Desconsiderar a bênção que Ele colocou neste dia é negar a Sua autoridade.
Este argumento tem levado muitos a crer que o sábado existiu apenas durante um período limitado de tempo após a criação. Mas isso é um fato? Na verdade, o sábado nunca poderia ser apenas um tipo ou sombra de qualquer coisa, pela simples razão de que ele foi feita antes do pecado entrar na família humana. Certas sombras e observâncias típicas foram instituídas como conseqüência do pecado e apontavam para a libertação do pecado. Tais eram os sacrifícios empregados para simbolizar a morte de Jesus, o Cordeiro de Deus. Não teria havido nenhum sacrifício animal se não houvesse o pecado. Essas ofertas foram abolidas quando Cristo morreu na cruz, porque os tipos tinham encontrado o seu cumprimento (Mateus 27:51). Mas nenhuma sombra existiu antes do pecado entrar no mundo e, portanto, o sábado não poderia ser incluído na lei cerimonial de tipos e sombras.
Paulo se refere ao sistema temporário de ordenanças em Colossenses 2:14-16 como sendo “contra nós” e “contrário a nós.” Ele os amarrou a oferta de alimentos, libações, e festivais anuais da lei que foram “riscados”. É verdade que ele se refere também aos sábados no texto, mas tome cuidado e note que ele os chamou de “sábados que são sombras das coisas futuras”. Foram alguns dias de sábado destruídos na cruz? Sim, houve pelo menos quatro sábados anuais que aconteciam em certos dias fixos do mês, e que foram pregados à cruz. Eles eram sombras e exigiam carne específica e libações. Esses sábados anuais são descritos em Levítico 23:24-36 e, em seguida resumidos nos versos 37 e 38: “Estas são as solenidades do Senhor, que apregoareis para santas convocações, para oferecer ao Senhor oferta queimada, holocausto e oferta de alimentos, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio; além dos sábados do Senhor…”.As escrituras claramente diferenciam os sábados anuais, o sábado das sombras, e o sábado semanal. Os sábados cerimoniais foram apagados na cruz, tinham sido adicionados como uma conseqüência do pecado. Mas o sábado da lei dos Dez Mandamentos, foi santificado antes do pecado ser introduzido no mundo e mais tarde foi incorporado a grande lei moral escrita pelo dedo de Deus. Ele era eterno em sua natureza.

2º Grande Falácia – Basta guardar qualquer dia em sete

Com este argumento Satanás preparou o mundo para aceitar um substituto para o sábado que Deus tinha ordenado. Sobre as tábuas de pedra Deus escreveu a grande e imutável lei dos séculos. Cada palavra era séria e significativa. Nem uma linha era ambígua ou misteriosa. Pecadores e cristãos, cultos e incultos, não têm problema em entender as palavras simples e claras dos Dez Mandamentos. Deus explicou o que ele queria dizer. Ninguém tentou anular essa lei como muito complicada de compreender.
A maioria dos dez mandamentos começam com as mesmas palavras: “Não”, mas no coração da Lei encontramos o quarto mandamento que é introduzido com a palavra “Lembra-te”. Porque ele é diferente? Porque Deus estava ordenando chamar à memória algo que já existia, mas havia sido esquecido. Gênesis descreve a origem do sábado, com estas palavras, “ASSIM os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera,… abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera” (Gênesis 2:1-3).
Qual o dia que Deus abençoou e santificou? O sétimo dia. Como deve ser santificado? Descansando. Pode qualquer um dos outros seis dias ser santificado? Não. Por que? Porque Deus não ordenou descansar nesses dias, mas trabalhar. A bênção de Deus faz diferença? Claro que sim. É por isso que os pais orarm para que Deus abençoe seus filhos. Eles acreditam que isso faz diferença. O sétimo dia é diferente de todos os outros seis dias, porque tem a bênção de Deus.
Mais algumas perguntas: Por que Deus abençoe este dia? Porque Ele criou o mundo em seis dias. Era o aniversário do mundo, um memorial de um ato poderoso. Pode o memorial do sábado ser alterado? Nunca. Porque ele aponta para trás, para um fato consumado. 04 de julho é o Dia da Independência nos EUA. Pode ser mudado? Não. Porque a Declaração de Independência foi assinada em 04 de julho de 1776. Seu aniversário também não pode ser mudado. É um memorial de seu nascimento, que aconteceu em um dia definido. A História teria de acontecer novamente para alterar o seu aniversário, para mudar o Dia da Independência, ou para mudar o dia de sábado. Podemos chamar um outro dia de Dia da Independência, e podemos chamar a outro dia de sábado, mas isso não significa que seja assim.
Será que Deus sempre dá ao homem o privilégio de escolher seu próprio dia de descanso? Não, Ele não dá. Na verdade, Deus confirmou na Bíblia que o sábado foi resolvido e selado por sua própria escolha divina e não deve ser adulterado. Leia Êxodo 16 sobre a concessão do maná. Durante 40 anos, Deus operou três milagres a cada semana para mostrar a Israel que dia era sagrado. (1) Não caía maná no sétimo dia; (2) eles não podiam colher o maná durante a noite para o dia seguinte, pois ele se deteriorava; (3), mas quando eles guardavam o maná para o sábado, ele mantinha-se doce e fresco!
Mas alguns israelitas tinham a mesma idéia que muitos cristãos modernos. Eles sentiram que qualquer dia, em sete ficaria bem para o guardarem: “E aconteceu ao sétimo dia, que alguns do povo saíram para colher, mas não o acharam. Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?” (Êxodo 16:27, 28). Essas pessoas pensaram que qualquer outro dia podia ser guardado como o sábado. Talvez estavam planejando observar o primeiro dia da semana, ou algum outro dia que lhes fosse mais conveniente. O que aconteceu? Deus os encontrou e os acusou de quebrarem a sua lei colocando-se a trabalhar no sétimo dia. Deus diria a mesma coisa para aqueles que violam o sábado hoje em dia? Sim. Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre, Ele não muda. Deus deixou bem claro que, independentemente de seus sentimentos, aqueles que saem para trabalhar no sábado são culpados de violarem a Sua lei. Tiago explica que é pecado quebrar qualquer um dos Dez Mandamentos: “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei” (Tiago 2:10-11).

3º Grande Falácia – Não é possível localizar o verdadeiro sétimo dia

Essa é uma falácia que tem confortado muito na desobediência do quarto mandamento. Isso simplesmente não é verdade. Aqui estão quatro provas positivas que identificam o verdadeiro sábado de hoje:

1. Segundo as Escrituras, Cristo morreu na sexta-feira e ressuscitou no domingo, primeiro dia da semana.

Praticamente todas as igrejas reconhecem esse fato, observando o Domingo de Páscoa e a Sexta-Feira Santa. Aqui está a prova bíblica: “chegando a Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus;e tirando-o da cruz, envolveu-o num pano de linho, e pô-lo num sepulcro escavado em rocha, onde ninguém ainda havia sido posto. Era o dia da preparação, e ia começar o sábado” (Lucas 23:52-54).
Aqui está a prova de que Jesus morreu na véspera do sábado. Era o chamado “dia da preparação”, porque era a hora de se preparar para o sábado. Leiamos os próximos versículos: “E as mulheres que tinham vindo com ele da Galiléia, seguindo a José, viram o sepulcro, e como o corpo foi ali depositado. Então voltaram e prepararam especiarias e unguentos. E no sábado repousaram, conforme o mandamento” (Lucas 23:55-56).
Por favor note que as mulheres descansaram durante o sábado, “segundo o mandamento”. O mandamento diz: “O sétimo dia é o sábado”, por isso sabemos que eles estavam observando sábado. Mas o versículo seguinte diz: “Mas já no primeiro dia da semana, bem de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra revolvida do sepulcro” (Lucas 24:1-2).
Quão claramente estes três dias consecutivos são descritos para nós. Ele morreu sexta-feira, o dia da preparação, comumente chamado de Sexta-Feira Santa. Ele descansou no túmulo, no sétimo dia, sábado, “conforme o mandamento.” Depois, no domingo, primeiro dia da semana, o Domingo de Páscoa para muitos, Jesus ressuscitou dos mortos.
Quem pode localizar a Sexta-feira Santa ou o Domingo de Páscoa terá absolutamente nenhuma dificuldade em encontrar o verdadeiro sábado.

2. O calendário não foi alterado de modo a confundir os dias da semana.

Nós podemos ter certeza que o nosso sétimo dia é o mesmo dia, que Jesus observou quando Ele estave aqui. O Papa Gregório XIII fez uma mudança no calendário em 1582, mas ela não interferiu com o ciclo semanal. O nosso atual calendário gregoriano foi nomeado depois, quando ele fez aquela pequena alteração em 1582.
O que o Papa Gregório fez no calendário?
“Ao ser organizado o Calendário Gregoriano, notou o astrônomo Luiz Lílio que havia um atraso de dez dias, de acordo com os calendários existentes. Luiz Lílio deu conselhos ao Papa Gregório XIII, e este decidiu que o dia seguinte a 4 de outubro de 1582 se chamasse 15 de outubro. A mesma reforma foi ordenada por Carta Patente do Rei Henrique III e a segunda-feira, 20 de dezembro de 1592, sucedeu ao domingo 9, isto é, o dia seguinte a 9 de dezembro devia ser 10 e passou a ser 20. Houve protestos. Os protestantes não se conformaram com as decisões do Papa. Os ingleses concordam em 1572. Fazem suceder ao dia 2 do mês de setembro do referido ano, o dia 14, isto é, o dia 3 passa a ser dia 14, ficando todos os povos cristãos com um mesmo calendário, o Gregoriano.” – Itanel Ferraz, Segue-Me, p. 13.
Muito bem, o que ocorreu em outubro de 1582, nos países que fizeram tal mudança, foi o seguinte: Apanhe lápis e papel. Imagine fazer uma folhinha e escreva o título (que é o mês) outubro O ano é 1582. Escreva agora, em horizontal, os dias da semana, como encontrados em todas as folhinhas e calendários. dom. seg. ter. qua. qui. sex. sáb. Certo? Agora iremos transcrever, na íntegra, os numerais referentes a estes dias da semana, tais como foram em outubro de 1582. Então escreva debaixo da segunda-feira o número um. O número dois debaixo da terça. O três debaixo da quarta, e quatro debaixo da quinta-feira, e agora – note bem – escreva o número quinze debaixo da sexta-feira, e daí para frente, o número dezesseis em diante até completarem-se os 31 dias deste mês de outubro de 1582.
Notou o que aconteceu? Houve um pulo de 4 para 15, uma alteração nos números, mas não modificou absolutamente em nada a sequência semanal.
Em síntese, o que simplesmente aconteceu e é tão fácil compreender, foi que “quinta-feira, 4 de outubro, foi seguida de sexta-feira, dia 15. Daí resultou que, embora tivessem sido removidos certos dias do mês, a ordem dos dias da semana não se alterou. E é o ciclo da semana o que nos traz os dias de Sábado. Ao passarem os anos, as outras nações foram gradualmente adotando o Calendário Gregoriano no lugar do Juliano, como se chama o antigo. E cada nação, ao fazer a mudança, empregou a mesma regra de saltar dias do mês, sem tocar na ordem dos dias da semana.” – Francis D. Nichol, Objeções refutadas, pág. 28.
Quando guardamos o sábado do sétimo dia, estamos observando o mesmo dia que Jesus observou, e Ele fazia isso toda semana de acordo com Lucas 4:16.

3. A terceira evidência para o verdadeiro sábado é a mais conclusiva de todas. O povo judeu tem observado o sétimo dia desde a época de Abraão, e ainda o observa hoje.

Aqui está uma nação inteira – Milhões de indivíduos – que tem contado o tempo meticulosamente, semana após semana, com calendário ou sem calendário, a milhares de anos. Poderiam eles ter perdido a trilha?
Impossível. A única forma que poderiam ter perdido um dia teria sido toda a nação ter dormido 24 horas a mais e ninguém lhes dizer sobre isso mais tarde.
Não houve nenhuma mudança ou perda do sábado desde que Deus o criou em Gênesis. A origem da semana é encontrada na história da criação. Não há nenhuma razão científica ou astronômica para medir o tempo em ciclos de sete dias. É um arranjo arbitrário de Deus e foi miraculosamente preservado por uma razão: porque o santo dia de sábado aponta para o poder criativo do único Deus verdadeiro. É um sinal de Sua soberania sobre o mundo e sobre a vida humana, um sinal da criação e da redenção.
Não é esta a razão pela qual Deus irá preservar a observância do sábado por toda a eternidade? Nós lemos em Isaías 66:22, 23: “Pois, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, durarão diante de mim, diz o Senhor, assim durará a vossa posteridade e o vosso nome. E acontecerá que desde uma lua nova até a outra, e desde um sábado até o outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor” (Isaías 66:22-23).
O sábado é tão precioso para Deus que Ele terá o seu povo o observando na Nova Terra. Se é tão precioso para Ele, não deveria ser precioso para nós? Se nós vamos guardá-lo na eternidade, então, não deveríamos guardá-lo desde agora?
Em uma época de falsos deuses, da evolução ateísta, e das tradições dos homens, o mundo precisa do sábado mais do que nunca como uma prova de nossa lealdade para com o grande Deus Criador e um sinal de nossa santificação através do Seu poder.

4. Prova número quatro está no fato de que mais de cem línguas da terra usam a palavra “sábado” para o sábado.

Por exemplo, a palavra espanhola para o sábado é “Sábado”, que significa sábado. O que isso prova? Isso prova que quando as centenas de línguas se originaram no tempo, muito tempo atrás, o sábado era reconhecido como o dia de sábado e foi incorporado ao próprio nome do dia.

4º Grande Falácia – O sábado era apenas um memorial de Libertação do Egito

Essa idéia estranha é extraída de um único texto do Antigo Testamento e é distorcida para contradizer muitas declarações claras sobre a verdadeira origem do sábado. O texto encontra-se em Deuteronômio 5:14-15: “mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas; para que o teu servo e a tua serva descansem assim como tu. Lembra-te de que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia do sábado”.
Algumas pessoas supõe a partir deste texto que Deus deu o sábado como um memorial do Êxodo do Egito. Mas a história do Gênesis da instituição do sábado (Gênesis 2:1-3) e a redação do quarto mandamento de Deus (Êxodo 20:11) revela o sábado como um memorial da criação.
A chave para entender estes dois versos repousa na palavra “servo.” Deus disse: “Lembra-te de que foste servo na terra do Egito.” E na frase anterior a esta, os lembra “que o teu servo e a tua serva descansem assim como tu”. Em outras palavras, a sua experiência no Egito como servos iria lembrá-los a lidarem de forma justa com seus servos, dando-lhes o descanso sabático. Na mesma linha Deus ordenara: “Quando um estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o maltratareis… pois fostes estrangeiros na terra do Egito” (Levítico 19:33-34).
Não era incomum Deus relembrar a libertação do Egito como um incentivo para obedecerem aos outros mandamentos. Em Deuteronômio 24:17, 18, Deus disse: “Não perverterás o direito do estrangeiro nem do órfão; nem tomarás em penhor o vestido da viúva. Lembrar-te-ás de que foste escravo no Egito, e de que o Senhor teu Deus te resgatou dali; por isso eu te dou este mandamento para o cumprires”.
Nem o mandamento para serem justos nem o de guardar o sábado foi dado para lembrar o Êxodo, mas Deus lhes disse que a Sua bondade ao tirá-los do cativeiro constituiu um forte motivo adicional para que tratassem amavelmente seus servos e tratassem com justiça os estrangeiros e as viúvas.
Da mesma forma, Deus falou com eles em Levítico 11:45: “porque eu sou o Senhor, que vos fiz subir da terra do Egito, para ser o vosso Deus, sereis pois santos, porque eu sou santo”. Certamente ninguém insistiria que a santidade não existia antes do Êxodo, ou que seria sempre limitada apenas aos judeus, para relembrarem a sua libertação.

5º Grande Falácia – Guardar o domingo, em Honra da Ressurreição

É verdade que Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana, mas em nenhum lugar há o menor indício na Bíblia para alguém guardar esse dia. A base para a observância do sábado é o comando direto escrito pela mão de Deus.
Muitos eventos maravilhosos ocorreram em determinados dias da semana, mas não temos ordem de guardá-los como santos. Jesus morreu por nossos pecados na sexta-feira. Isso é provavelmente o evento mais significativo em toda a história registrada. Ele marca o momento que minha sentença de morte foi comutada e a minha salvação garantida. Mas nenhum texto bíblico sugere que devemos observar este dia de tamanha importância.
Foi um momento dramático, quando Jesus ressuscitou dos mortos, naquela manhã de domingo, mas não há um traço de evidência bíblica de que devemos observá-lo em honra da ressurreição. Não há nenhum exemplo da observância do domingo encontrado registrado nas Escrituras.
Há, naturalmente, um memorial da ressurreição ordenado na Bíblia, mas não é a guarda do domingo. Paulo escreveu: “Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:4).
O Batismo é o memorial da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. Aqueles que acreditam que a observância do domingo honra Sua ressurreição citam a reunião dos discípulos no cenáculo no mesmo dia que Ele ressuscitou dos mortos. Para eles esta reunião foi para celebrar a Sua ressurreição. Mas quando lemos o relato bíblico do evento, descobrimos que as circunstâncias eram bem diferentes. Lucas nos diz que, embora os discípulos foram confrontados com a história do testemunho ocular de Maria Madalena, eles “não acreditaram”. “Depois disso manifestou-se sob outra forma a dois deles que iam de caminho para o campo, os quais foram anunciá-lo aos outros; mas nem a estes deram crédito. Por último, então, apareceu aos onze, estando eles reclinados à mesa, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem dado crédito aos que o tinham visto já ressurgido” (Marcos 16:12-14).
Obviamente, nenhum desses discípulos que estavam no cenáculo acreditaram que Ele havia ressuscitado, então eles não poderiam estar ali reunidos alegremente celebrando a ressurreição de Jesus. João explica a razão para estarem reunidos com estas palavras: eles estavam “reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus” (João 20:19).
Assim, temos analisado os principais argumentos usados contra a observância do santo Sábado de Deus. Nenhum desses argumentos fornece um traço de evidência de que Deus mudou de opinião sobre o sábado. Quando ele escreveu a palavra “lembrar” ao quarto mandamento, era em referência ao mesmo sétimo dia que aparece em nosso calendário de parede. Nem os homens nem os demônios podem diminuir a validade dessa eterna lei moral. Que Deus conceda a cada um de nós a coragem para honrar o mandamento do sábado como um teste especial do céu ao nosso amor e lealdade. Como nós descobrimos, quando Jesus voltar, vamos guardar esse mesmo sábado com Ele, na eternidade. Amém; vem, Senhor Jesus !
Texto de autoria de Joe Crews publicado no site Amazing Facts. Crédito da Tradução: Blog Sétimo Dia http://setimodia.wordpress.com/